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Ribeirão Preto, 15 - As usinas e destilarias do Centro-Sul do Brasil devem moer 593 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2010/11 que se inicia, representando alta de 9,6% sobre as 541 milhões de toneladas processadas na safra 2009/10, de acordo com estimativa da Canaplan, divulgada hoje. Segundo o diretor da consultoria, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, o clima pode fazer com que o processamento de cana na região varie de 574 milhões de t a 612 milhões de t.

Ribeirão Preto, 15 - As usinas e destilarias do Centro-Sul do Brasil devem moer 593 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2010/11 que se inicia, representando alta de 9,6% sobre as 541 milhões de toneladas processadas na safra 2009/10, de acordo com estimativa da Canaplan, divulgada hoje. Segundo o diretor da consultoria, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, o clima pode fazer com que o processamento de cana na região varie de 574 milhões de t a 612 milhões de t. A área colhida pode alcançar 7 milhões de hectares e a oferta de cana total será de 624 milhões de t. "Com isso, entre 12 milhões de t e 50 milhões de t devem ficar no campo e deixadas de ser moídas", disse Carvalho. A produção de açúcar no Centro-Sul está projetada em 33,6 milhões de t em 2010/11, uma alta de 9,6% sobre as 30,65 milhões de t na safra anterior. A produção de etanol deve crescer 9,8% no período, de 24,59 bilhões de litros para 27 bilhões de litros. A consultoria avalia que o clima e a demanda pelos produtos possam fazer com que a produção de açúcar varie de 32,1 milhões de t a 34,9 milhões de t. Já a produção de etanol deve ficar entre 26 bilhões e 28 milhões de litros. O mix de destino da matéria-prima ficará em 57% para o etanol e 43% para o açúcar, ou seja, permanecerá inalterado em relação à safra passada. A Canaplan estima que o Açúcar Total Recuperável (ATR) por tonelada de cana processada fique em 138 kg e que a produtividade da cultura no Centro-Sul seja de 87,6 t de cana por hectare. De acordo com Carvalho, o cenário esperado para a safra 2010/11 é de menos chuvas em relação à safra passada, o que pode favorecer a colheita. O consultor prevê um aumento de até 2% na capacidade instalada, com o início de produção de 10 novas unidades industriais. Além disso, 10 usinas já existentes deverão iniciar ou ampliar a produção de açúcar. A Canaplan projeta, ainda, que o mercado para açúcar e álcool seguirá com crescimento no consumo interno de etanol; os preços do combustível continuarão voláteis e a exportação de açúcar pode cair, com as usinas recompondo estoques.

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