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Estrangeiros se dizem inquietos com as recentes decisões para proteger a indústria local

Enquanto a Organização Mundial do Comércio (OMC) diz que está monitorando a ação do Brasil para proteger seu mercado, empresários reunidos hoje na entidade global demonstraram inquietação com os rumos da política comercial brasileira.

''O Brasil tem um crescimento econômico importante, mas ao mesmo tempo é um dos mercados menos abertos que estamos vendo'', afirmou em entrevista o vice-presidente da Câmara de Comércio Internacional (CCI), Harold McGraw III, presidente da McGraw-Hill Companies.

De maneira geral, segundo a CCI, os países do G-20, reunindo as maiores economias desenvolvidas e emergentes, adotaram mais medidas de proteção.

Mas a organização que representa companhias em torno do mundo divulgou no fim do ano passado um índice apontando o Brasil como o mais protecionista no G-20, com politica comercial mais restritiva do que países como Argentina, China e Rússia.

O diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, falando na mesma entrevista coletiva hoje cedo, disse que a entidade está monitorando o que ocorre nas trocas globais, incluindo o Brasil, mas que até agora não viu o país impor tarifas de importação além do que se comprometeu a adotar nos acordos multilaterais.

De fato, o Brasil tem tarifa de importação media de 10%, mas pode aumentar as tarifas para até 35% sem romper os compromissos na OMC.

Por outro lado, Lamy mostra-se mais circunspecto sobre o argumento de que a proteção no Brasil é necessária por causa da guerra cambial. ''A relação entre nível de cambio e fluxo de comercio é extremamente complexa'', afirmou.

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