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Kristin Davis contou o fato em uma atualização de seu blog na internet

NOVA YORK - A famosa cafetina nova-iorquina que conseguia prostitutas de luxo para o ex-governador de Nova York, Elliot Spitzer, vetou seus serviços a Dominique Strauss-Kahnn depois que o ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) se comportou de forma "agressiva" com uma das moças de sua agência.

Kristin Davis contou o fato em uma atualização de seu blog pessoal que pôde ser vista nesta terça-feira na Internet e na qual explicou que conheceu o político francês em 2006, quando DSK, como é chamado pela imprensa, contratou "duas meninas americanas jovens e saudáveis" para duas sessões pelas quais pagou US$ 1,4 mil por hora.

Strauss-Kahn, atualmente em liberdade vigiada após ter sido acusado de estupro por uma camareira de hotel em Nova York, foi recomendado a Kristin por Irma Nici, a dançarina bósnia que garante ter mantido relações sexuais com o jogador inglês David Beckham.

Irma avisou a cafetina que DSK era "um pouco agressivo" e a aconselhou a escolher meninas que pudessem "suportá-lo", segundo Kristin, que assegura que uma de suas empregadas se queixou do comportamento "abusivo e selvagem" de Strauss-Kahn.

"Ele arranhou sua pele", detalhou a nova-iorquina, relatando que o político e economista francês causou "hematomas do tamanho de um polegar" nos braços de sua empregada.

"Foi então que soube que tinha propensão ao desvio sexual e que jamais permitiria que ele tivesse outro encontro com as meninas que trabalham para mim", acrescentou a famosa cafetina, que inclusive chegou a se candidatar às eleições para o governo de Nova York no ano passando prometendo legalizar a maconha no estado.

Kristin, que lembrou que o francês é "famoso por suas múltiplas relações e encontros sexuais", espera que o promotor de Manhattan, Cyrus Vance, leve o caso a julgamento, já que considera que a imigrante guineana Nafissatou Diallo, que acusa DSK de estupro, é "a vítima" do caso.

"Infelizmente quando os meios de comunicação se envolvem e sabem que você (a vítima) não pode falar, escrevem qualquer coisa que aumente as vendas dos jornais", lamentou a cafetina, pedindo "que seja um júri que julgue DSK e não os meios de comunicação".

Por outro lado, os advogados do francês estudam mudar sua estratégia de defesa e alegarão na próxima audiência do processo, no dia 23 de agosto, que a suposta vítima praticou sexo oral em seu cliente, mas depois ficou nervosa porque ele não quis pagá-la, segundo informou na segunda-feira a revista "Newsweek".

Os advogados também consideram, segundo a revista, apresentar Diallo como uma mulher que habitualmente oferecia todo tipo de favores, inclusive sexuais, em troca de dinheiro para completar seu salário anual de US$ 40 mil.

Há duas semanas, a guineana apresentou em um tribunal de Nova York um processo civil contra DSK no qual o acusa a este de estuprá-la de forma "sádica, proposital, brutal e violenta" e que nesse processo "humilhou, degradou, violou e roubou sua dignidade como mulher".

A denúncia exige a realização de um julgamento no qual um júri popular determine uma compensação econômica para ela, enquanto a defesa de DSK opina que o processo prova que a única motivação de Diallo é obter todo dinheiro possível de seu cliente.

A revista francesa "L'Express" revelou nesta terça-feira que os médicos do hospital St. Luke's Roosevelt de Manhattan examinaram Nafisatou Diallo em 14 de maio, dia da suposta agressão, e, segundo o relatório, a mulher sofreu diversas feridas causadas por estupro .