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Os advogados do ex-banqueiro Salvatore Cacciola informaram nesta quarta-feira que vão tentar extinguir o processo que levou seu cliente a prestar um depoimento nesta tarde na 2ª Vara Criminal da Justiça Federal do Rio. Nesse processo, Cacciola é acusado de gestão temerária do Banco Marka por causa do uso de empresas laranjas para empréstimos irregulares.

Outras duas audiências sobre esse mesmo processo foram marcadas para os dias 10 e 11 de setembro, às 13h, no mesmo local.

O advogado Carlos Ely Eluf disse que pretende ajuizar até a próxima semana, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), um habeas-corpus contra o Ministério da Justiça para tentar extinguir esse processo. No seu entendimento, o ministério teria emitido um parecer "dúbio" ao juiz Alexandre Libonati, responsável pelo caso, dizendo que o processo estava extinto, mas deixando a critério do juiz sua continuidade.

De acordo com Eluf, o processo que levou Cacciola a depor nesta quarta-feira teria de ser extinto. Isso porque o acordo que levou à extradição de Cacciola do Principado de Mônaco para ser preso no Brasil refere-se a um processo da 6ª Vara Criminal, no qual Cacciola já foi condenado a 13 anos de prisão por corrupção passiva, gestão fraudulenta de instituição financeira e informação privilegiada no caso do Banco Marka. A instituição causou um prejuízo de R$ 1,6 bilhão, em 1999, numa operação em que o Banco Central vendeu dólares ao Marka por uma cotação abaixo da praticada pelo mercado.

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