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Depois da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e do presidente da França, Nicolas Sarkozy, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, confirmou ontem ao jornal Financial Times que as três maiores economias europeias planejam submeter ao G-20 a proposta de criação de um imposto para o sistema financeiro. A ideia é que o acordo, com presença dos Estados Unidos, seja firmado pelos líderes mundiais até a cúpula de Seul, marcada para novembro.

Depois da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e do presidente da França, Nicolas Sarkozy, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, confirmou ontem ao jornal Financial Times que as três maiores economias europeias planejam submeter ao G-20 a proposta de criação de um imposto para o sistema financeiro. A ideia é que o acordo, com presença dos Estados Unidos, seja firmado pelos líderes mundiais até a cúpula de Seul, marcada para novembro. A criação da taxa, que pode incidir apenas sobre bancos ou também sobre seguradoras e fundos de investimentos, voltou a ser discutida com força na Europa. O objetivo das três potências europeias é pressionar os demais países do G-20, que reúne as grandes economias mundiais, a apertar o cerco aos maiores atores do mercado financeiro, cada vez mais responsabilizados pela crise global. "O Reino Unido, a França e a Alemanha discutiram o que podemos fazer em conjunto. Nós concordamos sobre a necessidade de uma base comum", afirmou Brown, que defendeu a "imposição de uma responsabilidade global". "A relação entre bancos e a sociedade deve mudar." Para Brown, a possibilidade de um acordo global na próxima cúpula do G-20, em junho, no Canadá, é remota. Lucros. Apesar do compromisso dos europeus com as linhas gerais do imposto, algumas questões permanecem em aberto. Entre elas está a criação ou não de um fundo - independente das contas públicas - para remediar crises financeiras, capaz de gerenciar, por exemplo, a falência de grandes bancos. Uma das propostas, segundo o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, é que o dinheiro arrecadado seja usado para o desenvolvimento sustentável ou para o combate à pobreza. O objetivo dos europeus é atrair o apoio dos EUA à proposta, o que aumentaria suas possibilidades de aprovação. Além da UE, o FMI deve apresentar entre 24 e 25 de abril uma proposta de taxação do sistema financeiro. Gregos. Dez dias após aceitar participar de um pacote de empréstimos para a Grécia, a Alemanha estaria exigindo dos demais países da UE que cobrem juros de mercado. A nova polêmica veio a público ontem, quando a imprensa europeia revelou a indisposição de Merkel de cobrar dos gregos 4% ou 4,5%, taxa paga por países como a Irlanda.
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