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"Acreditamos na diplomacia preventiva para evitar conflitos armados", diz Dilma

Os líderes dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) demonstraram nesta quinta-feira a sua preocupação pelos planos nucleares do Irã e pediram a Teerã que aja como um membro responsável da comunidade internacional.

"Esperamos que o Irã cumpra com sua parte como membro responsável da comunidade global. Estamos preocupados com a situação em torno do assunto nuclear", reza a "Declaração de Délhi", um documento conjunto aprovado hoje no marco da cúpula.

Os Brics reconheceram, no entanto, que o Irã tem "direito ao uso pacífico da energia atômica" e que um eventual conflito não é do "interesse de ninguém" e só traria "consequências desastrosas".

"Acreditamos na diplomacia preventiva para evitar conflitos armados e a perda de vidas humanas", disse em entrevista coletiva a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, acrescentando que seu país está "contra qualquer escalada retórica que possa levar à violência".

Além de Dilma, estiveram presentes na quarta cúpula dos Brics na capital indiana o presidente chinês, Hu Jintao; o russo, Dmitri Medvedev; o sul-africano, Jacob Zuma; e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh.

Dilma participa da reunião do Brics com líderes do grupo
AP
Dilma participa da reunião do Brics com líderes do grupo

Os presentes também abordaram desde quarta-feira a situação na Síria, a cujo Governo pediram um "fim imediato de toda a violência e a violação dos direitos humanos", de acordo com a declaração conjunta.

"O melhor para o interesse global seria enfrentar a crise com meios pacíficos que fomentem diálogos nacionais amplos", ressaltou o grupo, que apoiou a missão a esse país liderada pelo ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan.

A cúpula, cujo caráter principal é econômico, serviu para respaldar ainda um "compromisso a longo prazo" com o Afeganistão, onde em julho começou a transição da segurança e está prevista a saída completa das forças internacionais até 2014.

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