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Pedro Ziviani, de Minas Gerais, chegou à Islândia há quase dois anos e revela que a população vive momentos de tensão diante da crise no país. O clima está pesado, contou.

Pedro é um dos 70 brasileiros que vive na ilha. Foi trabalhar numa empresa de informática, um dos setores de ponta do país, especialmente nos últimos dez anos. Ele conta que o país está em estado de choque e o medo do desemprego é grande.

"As pessoas começaram a ir ao supermercado para fazer estoques de comida", relatou. "Na Islândia, todos os alimentos são importados e a crise deve fazer com que haja uma inflação importante." Na ilha, apenas 0,07% das terras são aráveis.

A empresa do brasileiro emitiu um comunicado aos empregados para tentar acalmá-los e deixar claro que não tinham investimentos nos bancos. Mas admitiram que estão de olho nas companhias que tinham contratos com eles e podem falir.

"Isto é um verdadeiro castelo de cartas: uma empresa pode estar bem, mas é só uma delas quebrar que várias podem ir junto", disse Ziviani. "Muita gente tem dívidas em dólar e a desvalorização da moeda local está fazendo com que percam dinheiro", explicou. "Há muita gente frustrada." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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