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Entrada de US$ 3,64 bi em investimento estrangeiro direto ajuda a cobrir rombo e resultado do balanço de pagamentos fica positivo

O Brasil registrou déficit de US$ 1,766 bilhão em suas transações correntes com o exterior em fevereiro, cerca de metade do verificado em igual mês de 2011 (US$ 3,482 bilhões). Porém a entrada líquida de capitais no período conseguiu cobrir o rombo, levando o resultado global do balanço de pagamentos externos do Brasil a um saldo positivo de US$ 1,408 bilhão.

As informações foram divulgadas nesta sexta-feira pelo Departamento Econômico do Banco Central. O número da conta corrente, que calcula a diferença entre receitas e despesas internacionais do país com comércio, serviços, transferências de renda e transferências unilaterais, ainda veio ligeiramente melhor do que o projetado pelo BC.

As projeções da autoridade monetária indicavam que, após atingir o recorde histórico de US$ 7,08 bilhões em janeiro deste ano, o déficit brasileiro em conta corrente recuaria para US$ 2 bilhões no mês seguinte.

Para o acumulado de 2012, no entanto, o BC passou a projetar déficit na conta corrente de US$ 68 bilhões, o equivalente a 2,57% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado. Trata-se de uma piora frente à projeção inicial de saldo negativo de US$ 65 bilhões. Em 2011, as transações internacionais correntes do país foram deficitárias em US$ 52,58 bilhões ou 2,12% do PIB.

Quanto ao resultado global do balanço de pagamentos, a estimativa do Banco Central é de que o país fechará o ano com superávit de US$ 7,1 bilhões. A projeção também mudou, pois, até quinta-feira, era de US$ 5 bilhões.

Investimento estrangeiro

Conforme os números do BC, só em investimentos estrangeiros diretos (IED) ingressaram no mês passado US$ 3,648 bilhões. O resultado é bem menor do que o verificado no mesmo mês de 2011, quando tal indicador foi de US$ 7,795 bilhões.

Os dados superaram a estimativa da autoridade monetária, que projetava o ingresso de US$ 3,2 bilhões em IED em fevereiro. Para o acumulado deste ano, o BC manteve a projeção de US$ 50 bilhões, US$ 1,6 bilhão a menos do que em 2011.

(Mônica Izaguirre e Murilo Rodrigues Alves | Valor)

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