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Estados do Nordeste, com US$ 3,5 bilhões, receberão a maior fatia do bolo

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O presidente do Banco Mundial (Bird), Roberto Zoellick, afirmou hoje que o Brasil receberá entre US$ 5 bilhões e US$ 6 bilhões (entre R$ 8 bilhões e R$ 9,6 bilhões) em empréstimo da instituição a partir de julho. Deste total, US$ 3,5 bilhões serão para projetos no Nordeste. A média do valor de empréstimos para o Brasil tem sido em torno de US$ 3,1 bilhões nos últimos anos. Em 2010, foram US$ 3,7 bilhões.

Zoellick disse que o Bird quer dar foco nos Estados do Nordeste para aproveitar o crescimento que está ocorrendo na região. "O Nordeste do Brasil cresce mais rápido que o resto do País. É bastante singular", afirmou. Segundo ele, é preciso superar os constrangimentos fiscais dos Estados para atrair mais investimentos de longo prazo. O presidente do Bird disse que nos últimos anos o banco direcionou 80% dos empréstimos para Estados e municípios.

O dirigente discutirá amanhã com a presidenta Dilma Rousseff os temas para a próxima reunião do G-20, com ênfase em segurança, alimentação e preços de commodities. Também será tratado o êxito do programa Bolsa Família. Segundo ele, há ainda milhões de pessoas na pobreza. Zoellick disse que o Bird tem usado a experiência do Brasil em outros países.

Zoellick destacou que também é preciso reduzir o custo Brasil, um dos problemas mais citados pelos empresários brasileiros. "O tópico do custo Brasil sempre surge e leva a menos eficiências. Isso é importante para o futuro. O Brasil é grande produtor de commodities, mas o boom de commodities não dura para sempre", afirmou. "É bom desenvolver serviços e manufaturas", completou.

Ele disse que o banco também pode ajudar a estruturar o modelo de privatização dos aeroportos brasileiros. "A ideia não é financiar tudo, mas compartilharmos experiências", afirmou. Outra área que o Bird pode apoiar a implementar é a formação de Parcerias Público-Privadas (PPPs).

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