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Licitação para "furar" cordilheira no Oceano Atlântico, a 750 do Rio Grande do Sul, está em andamento

O governo vai iniciar pesquisa mineral submarina para exploração de metais fora do território brasileiro. Com ajuda de um navio da Marinha, pesquisadores concluíram recentemente mapeamento de trecho de uma cordilheira localizada a cerca de 750 quilômetros do litoral do Rio Grande do Sul, em pleno Oceano Atlântico.

A próxima etapa do projeto prevê a realização de 400 furos nas rochas da cordilheira por meio de outro navio que será afretado, segundo afirma o chefe da Divisão de Geologia Marinha do Serviço Geológico Brasileiro, Kaiser Gonçalves de Souza. O afretamento será definido a partir de uma licitação na qual já participam 4 empresas.

Na região existe um tipo de rocha chamada crosta cobaltífera é geradora de minerais como manganês, cobre, níquel. O projeto conta com recursos de R$ 50 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Em outra empreitada, pesquisadores brasileiros devem iniciar pesquisa em 2011 para colher dados de outra cordilheira, também no oceano Atlântico, localizada na direção do Rio Grande do Norte. O local pode conter chumbo e ouro.

A pesquisa mineral em águas internacionais faz parte do plano brasileiro para expansão da fronteira em mar. Em 2004, o Brasil pleiteou algumas áreas, mas nem todas foram aceitas. “O Brasil não concordou com esse parecer e resolveu fazer novas pesquisas em 2009 para ter mais argumentos”, conta Souza.

Segundo ele, a região do pré-sal de Santos foi incluída neste acordo e teve aprovação da ONU para ser considerada como parte do território nacional. Pelas regras internacionais, fazem parte do território nacional litoral até 200 milhas. Parte do pré-sal de Santos extrapola 300 milhas marítimas.

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