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O governo brasileiro exige que o etanol faça parte de uma solução final na Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) e chega a ameaçar abrir uma guerra nos tribunais internacionais. Mas, hoje, os Estados Unidos se recusaram a aceitar uma redução de sua tarifa de importação e alertaram que esse não é o momento de tratar do assunto.

A OMC iniciou oficialmente seu trabalhos para tentar concluir sete anos de negociações, em um clima de desconfianças e pessimismo.

O chanceler Celso Amorim, em seu primeiro encontro com os americanos, já deixou claro que o etanol terá de entrar em uma liberalização. O produto é o carro-chefe da diplomacia comercial do presidente Luis Inácio Lula da Silva e hoje faz parte de todas as iniciativas diplomáticas do País.

"A tarifa aplicada sobre o etanol nos Estados Unidos é um absurdo. Espero que haja a inteligência suficiente para se evitar uma disputa e que o produto entre na agenda", afirmou Amorim. Para ele, a taxa de US$ 0,54 por galão é ilegal. "Queremos que o etanol também seja beneficiado pelo corte de tarifas", disse.

Fontes da Casa Branca informaram ao Estado que Washington quer evitar por enquanto o debate, alegando que o tema tiraria o foco da Rodada Doha. "Esse não é o momento de trazer o tema para a mesa", afirmou um negociador americano. Já os europeus querem a criação de uma cota para o etanol, como já vem anunciando há seis meses. "Se isso ocorrer, vamos pedir compensações altas", afirmou Amorim.

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