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Rio de Janeiro, 22 mar (EFE).- O Banco Central do Brasil prevê que o país acumulará neste ano um déficit em suas contas externas de US$ 49 bilhões, o maior desde que o indicador começou a ser medido em 1947.

Conforme o organismo informou nesta segunda-feira em comunicado, a elevação da previsão para o déficit nas transações correntes - que registra a diferença entre as compras e as vendas de mercadorias e serviços com o exterior - subiu de US$ 40 bilhões inicialmente previstos para US$ 49 bilhões.

No caso de a previsão ser confirmada, o Brasil sofrerá neste ano o maior déficit em suas contas com o exterior em 63 anos.

A revisão obedece ao fato de o Banco Central esperar para este ano um superávit na balança comercial inferior ao calculado inicialmente devido a um forte aumento das importações.

A previsão para o superávit na balança comercial foi reduzida de US$ 15 bilhões para US$ 10 bilhões.

Enquanto para este ano estavam previstas exportações de US$ 170 bilhões e importações de US$ 155 bilhões, agora se esperam vendas externas por US$ 173 bilhões e compras por US$ 163 bilhões.

Da mesma forma, a previsão para este ano do déficit na conta de serviços e rendimentos, que inclui remessas de dividendos, pagamento de juros e viagens internacionais, foi elevada de US$ 58,5 bilhões para US$ 62,5 bilhões.

Essa revisão foi feita porque para a autoridade monetária as remessas de lucros e dividendos de empresas estrangeiras que operam no Brasil já não serão de US$ 30 bilhões, mas de US$ 32 bilhões.

O Banco Central manteve sua previsão para as transferências unilaterais em US$ 3,5 bilhões e para os investimentos estrangeiros diretas em US$ 45 bilhões.

O organismo assinalou que em fevereiro passado o Brasil registrou um déficit em suas transações correntes com o exterior de US$ 3,251 bilhões, muito acima do saldo negativo de US$ 612 milhões do mesmo mês de 2009.

O déficit em fevereiro, no entanto, foi inferior aos US$ 3,840 bilhões registrados em janeiro. EFE cm/dm

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