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País precisa reduzir importância relativa das operações curtas, como o crédito para o consumo, diz economista-chefe da instituição

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O economista-chefe do Banco Mundial para América Latina e Caribe, Augusto de La Torre, disse nesta quarta-feira que as políticas econômicas do Brasil precisam incentivar mais operações de crédito de longo prazo, como os financiamentos imobiliários, e reduzir a importância relativa das operações curtas, como o crédito para consumo.

"As autoridades brasileiras têm acompanhado isso muito de perto. O aumento do crédito permitiu muita inclusão de consumidores no mercado, mas isso traz um risco porque famílias podem ficar com excesso de dívida. Por isso, há necessidade em se mudar o foco do sistema: deixar um pouco o crédito ao consumo e dar mais ênfase ao investimento, crédito habitacional, seguros", enumerou.

Outro argumento para incentivar o financiamento de longo prazo é o fato de que o crédito ao consumo excessivo prejudica a capacidade de um país de acumular poupança. "Para crescer, o Brasil precisa de um nível de poupança maior. Por isso, o governo deve mudar o peso do crédito ao consumo para direcionar mais recursos para operações mais longas", disse La Torre em entrevista após visita ao Banco Central que marcou o fim do trabalho de duas semanas no Brasil. Bird e Fundo Monetário Internacional (FMI) estiveram no País para avaliação periódica do sistema financeiro a pedido do próprio governo brasileiro.

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