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SÃO PAULO - Com destaque para o Brasil, os Fundos de Ações da América Latina registraram a quarta semana consecutiva de captação de recursos. Segundo a EPFR Global, consultoria que acompanha a movimentação dos fundos, o bom desempenho do Brasil reflete o renovado entusiasmo com relação às commodities, e difere do restante dos outros grupos emergentes, que foram alvos de saques na semana encerrada dia 28 de janeiro.

Perderam dinheiro, apesar da valorização dos portfólios, os Fundos de Ações da Ásia (ex-Japão), Mercados Emergentes Globais (GEM, na sigla em inglês) e Emergentes da Europa, Oriente Médio e África (EMEA, na sigla em inglês).

De maneira geral, a EPFR Global notou que a movimentação de recursos foi impulsionada pela expectativa de que o governo norte-americano tomará novas medidas para estabilizar o setor financeiro, incluindo a criação de uma entidade para deter os ativos podres que estão em poder dos bancos.

Na quarta semana de janeiro, todos os fundos de ações acompanhados receberam US$ 1,56 bilhão, mas a cautela ainda é grande, o que fica refletido na captação de US$ 6,8 bilhões pelos Money Markets Funds, que buscam investimento de baixo risco e curto prazo.

Entre os desenvolvidos, os Fundos de Ações dos Estados Unidos receberam dinheiro novo, mas o destaque ficou com os Fundos de Ações da Europa, onde as entradas foram fortes devido à captação de US$ 2,3 bilhões pelo fundo iShares DivDax ETF. No entanto, nota a consultoria, não fosse esse fator pontual, o resultado não seria tão expressivo.

Os investidores seguem avessos à economia japonesa e sacaram recursos dos fundos do país pela 17ª semana consecutiva. Foram retirados US$ 183 milhões na semana encerrada dia 28 de janeiro.

Confirmando a melhor expectativa para o preço das matérias-primas, os fundos setoriais de Commodities tiveram a melhor semana em termos de captação desde meados de novembro. Os Fundos de Imóveis e Construção também tiveram desempenho positivo.

"Tem tanto dinheiro fora do mercado que em períodos de melhora na confiança do investidor vemos fluxo de recursos para os setores que mais perderam, como o de imóveis e construção", disse o diretor-gerente da EPFR Global, Brad Durham, por meio de comunicado.

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