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Taxa de desocupação é a menor da série histórica do IBGE; em dezembro, indicador registrou 4,7%

Em 2011, o Brasil fechou o ano com a menor taxa de desemprego da série histórica, iniciada em 2002. Taxa ficou em 6% inferior em 0,8 ponto percentual à observada em 2010 (6,7%). Em oito anos, o índice caiu pela metade, uma vez que em 2003 estava em 12,4%.

Em dezembro, taxa ficou em 4,7% também a menor para este mês desde que o IBGE começou a fazer a Pesquisa Mensal do Emprego (PME). No mês, população desocupada caiu 9,5% ante novembro. Já a população ocupada manteve-se estável frente a novemnto e apresentou um aumento de 1,3% ante dezembro de 2010.

No ano de 2011 também houve um recorde na proporção de trabalhadores com carteira assinada em relação ao total de oculados:48,5%, frente a 46,3% em 2010 e 39,7% em 2003. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado não registrou variação na comparação com novembro e teve elevação de 6,0% na comparação com dezembro de 2010, o que representou um adicional de 638 mil postos de trabalho com carteira assinada no período de um ano.

Taxa de desemprego Brasil

Taxa de desemprego no Brasil

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IBGE

Nas Regiões Metropolitanas de Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre o nível da ocupação foi superior ao do conjunto das seis regiões metropolitanas, respectivamente, 57,0%, 55,8% e 55,1%, enquanto em Recife foi registrado o menor, de 46,6%.

Em 2011 a população ocupada estava distribuída entre 54,6% de homens e 45,4% de mulhere. Como já observado em anos anteriores, as mulheres continuam sendo minoria na população ocupada e maioria na população em idade ativa. Contudo, a participação da mulher na população ocupada, embora não tenha variado em relação a 2011 (de 45,3% em 2010, para 45,4% em 2011), apresenta tendência de aumento (2,4 pontos percentuais em relação a 2003, quando era 43,0%) .

População economicamente ativa

De 2010 para 2011, houve um aumento de 4% da participação da população de 50 anos ou mais de idade  na população em idade ativa, alcançando o contingente 12,6 milhões. Nos grupos de 25 a 49 anos e 15 a 17 anos de idade, também houve crescimento, porém com menor intensidade - 0,9% e 0,7%, respectivamente -  enquanto nas demais faixas etárias analisadas houve queda ou estabilidade.

Renda média

A renda média real dos trabalhadores no mês passado, de R$ 1.650,00, foi o valor mais elevado para meses de dezembro da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE, iniciada em 2002.

Segundo o instituto, a média anual do rendimento médio mensal habitualmente recebido no trabalho principal foi estimada em R$ 1.625,46 (aproximadamente três salários mínimos) em 2011. Isso representou crescimento de 2,7% em relação a 2010. Entre 2003 e 2011, o poder de compra do rendimento de trabalho aumentou em 22,2%, de acordo com cálculos do instituto.

Já o rendimento domiciliar per capita aumentou de 2010 para 2011 em 3,8%. De 2003 para 2011, o crescimento chegou a 35,5%.

Massa de renda

A massa de renda média real habitual dos ocupados somou R$ 37,8 bilhões em dezembro do ano passado, com alta de 0,7% ante novembro e aumento de 3,4% em relação a dezembro de 2010.

Já a massa de renda média real efetiva dos ocupados chegou a R$ 40,9 bilhões em novembro do ano passado, com alta de 9,3% ante outubro e aumento de 7,1% na comparação com novembro de 2010. O rendimento médio real efetivo sempre se refere ao mês anterior ao da Pesquisa Mensal de Emprego.

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