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Brasília, 13 - O Ministério da Agricultura informou hoje que está participando de um programa para controle e erradicação da mosca da miíase, popularmente conhecida como bicheira, executado pela Comissão Mexicano-Americana pela Erradicação da Mosca da Bicheira (Comexa). A ação conjunta envolve, ainda, o Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai (MGAP) e o Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal do Paraguai (Senacsa).

O inseto é um dos mais danosos à pecuária, em especial, nas zonas tropicais e subtropicais da América.

O projeto foi apresentado aos países do Mercosul pela Comexa, com base no trabalho que erradicou a doença no México e nos Estados Unidos, há mais de 20 anos. Brasil, Paraguai e Uruguai iniciaram a ação experimental no dia 19 de janeiro e, até 9 de abril, realizam a segunda fase do plano: a dispersão de 200 milhões de machos estéreis da mosca em áreas específicas.

No Brasil, a área piloto é a fronteira com o Uruguai, nos municípios gaúchos de Quaraí, Barra do Quaraí e Santana do Livramento. Futuramente, a ação deve ser ampliada. No próximo passo do projeto, com início em 10 de abril, serão medidas as ocorrências da bicheira nos animais sentinelas, colocados estrategicamente para atrair as moscas da miíase. O trabalho é fundamental também para a saúde pública, principalmente, nas populações que vivem em regiões sem estrutura de saneamento.

A miíase é uma doença causada pelas larvas de moscas e causa sérios prejuízos, como a queda na produção de leite e carne e a desvalorização do couro dos animais infectados, podendo causar inclusive a morte destes. A Cochliomya hominivorax (nome científico da mosca) infesta bovinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos, aves e até seres humanos. As informações são da assessoria de imprensa do ministério.

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