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Mais de quatro meses depois de a Agência Nacional de Petróleo (ANP) concluir que a mamona isoladamente não serve para produção de biodiesel por ser viscosa demais, o governo brasileiro esqueceu esse detalhe e fez hoje um acordo de cooperação com a Costa Rica para desenvolver justamente biodiesel de mamona. O texto, assinado pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Oscar Arias, da Costa Rica, prevê a capacitação de técnicos para produção de combustíveis alternativos naquele país, incluindo o desenvolvimento das tecnologias com mamona e mandioca.

Carro-chefe da política de biodiesel tão cara ao presidente Lula - que citou a planta várias vezes como a saída para dezenas de famílias pobres -, a mamona foi desclassificada pela ANP em uma resolução publicada em março deste ano, mas que só veio a público este mês. A resolução diz que o biodiesel produzido de mamona é viscoso demais para ser usado para adição no diesel normal e só poderia ser aproveitado se combinado com os óleos produzidos de soja, pinhão manso ou algodão. Mesmo assim, pode representar apenas 20% da mistura, já que a viscosidade do óleo de mamona pode ser entre cinco e 10 vezes maior do que o considerado ideal pela ANP.

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