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Brasília, 4 mai (EFE).- O Brasil investirá 951 bilhões de reais em projetos de energia até 2019, anunciou um estudo divulgado hoje.

Brasília, 4 mai (EFE).- O Brasil investirá 951 bilhões de reais em projetos de energia até 2019, anunciou um estudo divulgado hoje. O grosso dos investimentos (70%) será concentrado no setor de petróleo e gás natural, segundo este compêndio de obras e projetos elaborado anualmente pela Empresa de Estudo Energético. Os investimentos em prospecção e extração (US$ 287 bilhões) permitirão duplicar a produção de petróleo, que passará dos atuais dois milhões de barris diários para cerca de 5,1 milhões no final da década. No estudo foram incluídos 85 bilhões pelas cinco refinarias que estão sendo construídas ou fazem parte dos projetos do ministério, entre elas a Abreu e Lima, em que a Petróleos de Venezuela (PDVSA) entrará como sócia. Com estas fábricas, o Governo espera transformar o Brasil em um exportador de diesel e outros derivados a partir de 2014. Até o final da década, a oferta de gás natural crescerá 67%, passando dos 49 milhões de metros cúbicos diários de 2010 para 116 milhões, segundo o estudo. Somando a isso os cerca de 30 milhões de metros cúbicos que podem ser importados da Bolívia e os 21 milhões de gás natural liquidificado de outros provedores, o Brasil passará a contar em 2019 com um excedente de 15 milhões de metros cúbicos diários acima da capacidade máxima de suas centrais térmicas. No setor elétrico, os investimentos crescerão cerca de US$ 121 bilhões, incluindo projetos de geração Y transmissão, que garantirão atender a demanda e sustentar as taxas de crescimento da economia próximas aos 5% ao ano. Segundo estes cálculos, o Brasil precisa agregar 6,3 mil megawatts por ano a sua matriz energética para evitar o risco de blecautes. Com os projetos já contratados até 2014, o país dispõe de um excedente de 5,8 mil megawatts em média, o que garante uma situação "bastante tranqüila", segundo o documento. Dois terços dos projetos que vão ser instalados no período são centrais hidroelétricas que já estão em construção ou que já foram licitadas, como a represa de Belo Monte, que será a terceira maior do mundo, com uma potência máxima de 11.233 megawatts. Até o final da década, serão instalados 36.797 quilômetros em linhas de transmissão, com um aumento de 38% com relação ao pregão existente. Outros US$ 38 bilhões serão destinados a projetos de diesel vegetal e etanol de cana-de-açúcar, cuja produção se multiplicará por 2,5 até os 64 bilhões de litros anuais em 2019. EFE mp/pb

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