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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Brasil tornaram-se, nos últimos anos, uma fonte de admiração e saudável inveja na Argentina. As lideranças da oposição recorrem constantemente à figura do presidente brasileiro para citá-lo como exemplo de consenso, em contraposição às personalidades adeptas do confronto político, como a presidente Cristina Kirchner e seu marido e ex-presidente Néstor Kirchner.

Os empresários suspiram ao ver os grandes empréstimos concedidos pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), lamentam a inexistência de um banco público desse tipo na Argentina e sonham com os generosos financiamentos "à moda brasileira" ao setor agropecuário (enquanto que na Argentina, os ruralistas são alvo de retaliações do governo local). A própria presidente Cristina Kirchner, no comício de lançamento de sua campanha eleitoral, há exatamente um ano, fez uma única referência à uma empresa. A companhia citada foi a Embraer. "Um exemplo a ser seguido”, disse Cristina na ocasião.

"O Brasil é um exemplo a imitar", sustenta Alieto Guadagni, ex-diretor da Argentina no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Depois, espeta o governo Cristina: "O Brasil responde aos desafios estimulando sua produção, e não colocando um monte de impostos sobre ela. Enquanto isso, a Argentina optou por desestimular a oferta produtiva." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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