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Número de postos criados ficou 56,6% abaixo do resultado de fevereiro do ano passado; no acumulado do ano, emprego cresceu 0,78%

O saldo líquido de empregos criados com carteira assinada no País foi de 150.600 em fevereiro, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) revelaram que foram contratados 1.740.062 trabalhadores formais no segundo mês do ano, enquanto 1.589.462 foram desligados.

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O volume de postos criados ficou 56,6% abaixo do resultado de fevereiro do ano passado, já atualizado em 347.070 vagas. No acumulado do ano, o emprego cresceu 0,78%, representando um acréscimo de 293.987 postos de trabalho. Nos últimos doze meses, houve aumento de 1.724.817 postos de trabalho, equivalentes a expansão de 4,73% no número de empregos celetistas no país.

Entre os meses de janeiro de 2011 a fevereiro de 2012, foram abertos mais 2,2 milhões de postos de trabalho, crescimento de 6,33% sobre o estoque de dezembro de 2010.

O setor industrial, que passará por uma desoneração na folha como falou Guido Mantega no começo desta semana, foi o destaque absoluto na criação de empregos no mês passado. Só a Indústria da Transformação, que criou quase 20 mil vagas, a terceira maior geração de empregos em fevereiro dentre os oito setores de atividade econômica.

Geração de Empregos

Evolução do mercado de trabalho nos meses de fevereiro

Gerando gráfico...
Ministério do Trabalho e Emprego/ Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged)

Fragilidade

Em janeiro foram criadas 118.895 postos de trabalho, no pior resultado para o mês em três anos. Em 2011 todo, o desaquecimento da atividade econômica teve impacto direto na geração de emprego, que foi 25% menor do que em 2010 e ficou abaixo da expectativa do próprio governo.

O ano passado terminou com a abertura acumulada de pouco mais de 1,9 milhão de postos de trabalho com carteira assinada. No auge do otimismo, o Ministério do Trabalho chegou a falar que poderiam ser criados 3 milhões de empregos. O resultado final ficou aquém mesmo da última previsão, que era de 2,4 milhões de postos.

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