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Estratégia onera o País, que paga juros Selic de 12,25% ao ano e aplica em títulos americanos com a rentabilidade próxima de zero

As compras títulos do governo americano , as chamadas Treasuries, pelo Brasil ocorrem em um momento de grande liquidez do mercado internacional. Com juros mais altos que o ofercido pelo governos americano o Brasil tem recebido uma enxurrads de dólares em busa de retornos mais altos.

O Brasil tenta com essa operações no exterior equilibrar o jogo cambial, mas isso tem um elevado custo para o País que paga juros Selic de 12,25% ao ano e aplica em títulos americanos cjua rentabilidade está próxima de zero.

Esse excesso de dólares que existe no mercado é fruto das emissões feitas pelo governo dos Estados Unidos para estimular a economia do país, afetada pela crise financeira mundial que eclodiu em setembro de 2008.

No segundo semestre do ano passado o Banco Central americano iniciou um programa para injetar cerca de US$ 600 bilhões na reativação da economia. Com o consumo em baixa, parte desses recursos acabou migrando para mercados emergentes, como o Brasil, em busca de uma melhor remuneração.

A política de elevação dos juros para combater o avanço da inflação ajudou a atrair esses recursos em busca do retorno oferecido pela taxa de juros oficial de12,25% ao ano.

Dessa forma o Brasil tenta equilibrar o fluxo do mercado de câmbio, utilizando parte dos recursos em dólar que entraram no País para adquirir títulos emitidos pelo governo do EUA, na esperança de que após o fim do pacote de estímulos a enxurrada de dólares perca força e a autoridade monetária americana volte a elevar sua taxa de juros, hoje próxima de zero.

Os títulos da dívida brasileira, com prazo de vencimento em dois anos, oferecem um retorno ao investidor de mais de 12 pontos percentuais na comparação com o retorno oferecido pelas Treasuries com o mesmo vencimento.

O real acumula uma alta de 44% frente ao dólar somente nos dois últimos meses.

Em junho, até o dia 10, as compras do BC no mercado de câmbio à vista para tentar conter a alta do rela somavam US$ 1,665 bilhão, elevando as reservas internacionais do País para US$ 335,287 bilhões.