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O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, espera que o total de crédito na instituição apresente um crescimento de 15% em 12 meses, contados a partir de setembro, e prevê que o desempenho poderá chegar a 20% no ano que vem (2010 fechado). Tivemos em 2009 um primeiro trimestre ruim, o que puxará para baixo o crédito na comparação com 2008.

" Para este ano, ele acredita em uma expansão entre 8% e 12%.

O executivo acredita que o crescimento do crédito em 2010 será impulsionado por uma maior atividade econômica, com uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) ao redor de 5%. "Mesmo um aumento da taxa de juros Selic não colocará em risco a expansão da economia e do crédito."

Para dar suporte a esse crescimento, Trabuco defende novos instrumentos de captação de recursos pelos bancos, como o lançamento de debêntures (títulos de renda fixa emitidos por sociedade anônima para tomar empréstimo no mercado) por instituições financeiras. Essa possibilidade, em estudo pelo governo, seria importante para garantir a expansão do crédito imobiliário, modalidade que necessita de prazos de financiamento mais longos. Hoje, esses empréstimos (crédito imobiliário) equivalem a 3,5% do PIB. O presidente do Bradesco espera que essa fatia suba para 10% em cinco anos.

IRB

Trabuco afirmou também que a instituição pretende manter a participação de 21% que possui no grupo ressegurador IRB-Brasil. "Continuamos parceiros no IRB e vamos manter a nossa posição", disse, após participar da Futurecom 2009. O Banco do Brasil informou hoje ter iniciado tratativas para aquisição de participação acionária no IRB-Brasil Re, dando continuidade ao processo de reorganização das atividades do banco no setor de seguros.

Em nota, o BB informou que propôs, "e a União Federal, por intermédio do Ministério da Fazenda, aceitou iniciar tratativas sem efeito vinculante, visando à aquisição de participação acionária no IRB-Brasil Re". A União possui 100% das ações ordinárias do IRB e 50% do capital total. O executivo do Bradesco lembrou que o banco já possui uma posição consolidada na área de seguros, com 23,5% da fatia de mercado e que possui escala suficiente para trabalhar em todos os ramos de seguros privados.

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