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A notícia de que a Vale está reajustando em 114% o preço do minério de ferro nos contratos com seus clientes a partir de abril, com adoção de novo sistema de preços, deve livrar a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) de mais um pregão insosso. Às 10h14, logo após a abertura, o índice Bovespa (Ibovespa) subia 0,57%, para 69.

437 pontos.

Segundo reportagem do jornal Valor Econômico, a Vale teria enviado este mês um documento aos seus clientes comunicando a adoção de um novo sistema de preços, o IODEX (IronOre Index), em alternativa ao sistema "benchmark". Clientes do mundo inteiro receberam também uma nova tabela de preços de minério de ferro, a vigorar no segundo trimestre do ano. O preço do tipo minério fino (sinter feed) de Carajás, de maior teor de ferro, subiria para US$ 122,20 a tonelada FOB (entregue em portos da Vale), o que corresponde a um aumento de 114,38% acima do preço de referência de US$ 57 vigente no ano passado. O novo preço valeria para o período de abril a junho.

Segundo os especialistas, se a Vale confirmar oficialmente essa notícia, as ações devem ter alta expressiva durante o dia. O consenso entre os analistas girava em torno de um reajuste de 80%. "Se for mesmo confirmado, esse índice de reajuste de 114% seria muito positivo para a mineradora e para o País, na medida em que terá efeito também na balança comercial", destaca o gestor da Infinity Asset, George Sanders. Ontem, as ações da Vale subiram mais de 1%, puxando o ganho da Bovespa, de 0,31%.

Os papéis do setor siderúrgico, no entanto, devem reagir negativamente à notícia, pois as empresas teriam de pagar um preço mais elevado pelo minério de ferro. Esse impacto negativo pode ser menor entre a CSN e a Usiminas, que possuem uma parte de mineração, mas Gerdau pode sofrer mais.

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