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SÃO PAULO - A já permanente aversão a risco dos investidores, que levou a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) a cair nos últimos três pregões, está levando seu principal índice a recuar para uma pontuação não vista desde o fim de outubro de 2009. Por volta das 15h20, o Ibovespa cedia 2,24%, aos 61.460 pontos, com volume financeiro de R$ 4,221 bilhões.

SÃO PAULO - A já permanente aversão a risco dos investidores, que levou a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) a cair nos últimos três pregões, está levando seu principal índice a recuar para uma pontuação não vista desde o fim de outubro de 2009. Por volta das 15h20, o Ibovespa cedia 2,24%, aos 61.460 pontos, com volume financeiro de R$ 4,221 bilhões. Em Wall Street, o índice Dow Jones recuava 0,74%, enquanto o Nasdaq registrava baixa de 1,28% e o S & P 500 tinha desvalorização de 1,06%. Segundo o analista de investimentos da Omar Camargo Corretora, Luiz Augusto Pacheco, embora não haja novas notícias sobre a situação fiscal da Europa, a questão segue preocupando os investidores e não dá espaço para compras. "O euro está caindo forte hoje. O pacote levou a Europa a ganhar um pouco de tempo, mas a preocupação é com relação às medidas que os países terão que adotar", comentou. Se a questão na Europa explica a baixa das bolsas no Brasil e nos Estados Unidos, o mercado daquela região conseguiu tomar fôlego, com a Grécia recebendo a primeira parcela do empréstimo de ajuda dos países da União Europeia, de 14,5 bilhões de euros. Em Paris, o CAC-40 subiu 2,08%, para 3.617 pontos; em Londres, o FTSE 100 avançou 0,85%, aos 5.307 pontos; e em Frankfurt, o DAX terminou aos 6.156 pontos, com ganho de 1,47%. No mercado local, as blue chips acompanham o Ibovespa e operam no vermelho. Enquanto as ações PN da Petrobras recuavam, há pouco, 1,30%, a R$ 29,46, com giro de R$ 301 milhões, os papéis PNA da Vale cediam 2,09%, a R$ 40,74, com volume de R$ 427,8 milhões. Também pressionam o Ibovespa as ações de empresas do setor de cartões. Há instantes, as ações ON da Cielo despencavam 10,27%, a R$ 16,158, com giro de R$ 266,9 milhões, e as da Redecard recuavam 8,80%, a R$ 28,91, com volume de R$ 125,9 milhões. A notícia de que o governo está pressionando as empresas para reduzirem as taxas cobradas de varejistas está levando os investidores a venderem os papéis. No mercado cambial, o dólar opera em baixa em relação ao real, mas ganha força sobre o euro e a libra. Instantes atrás, a moeda americana cedia 0,11%, cotada a R$ 1,810 na venda. (Beatriz Cutait | Valor)

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