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SÃO PAULO - Em linha com os pares externos, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abre a semana com acentuada desvalorização. Por volta das 10h40, o Ibovespa apontava queda de 2,72%, aos 40.

765 pontos, com giro financeiro em R$ 325 milhões.

A fonte de pessimismo é o setor automotivo americano. O governo dos Estados Unidos rejeitou os planos de reestruturação apresentados pela General Motors e pela Chrysler e acenou que uma falência coordenada das empresas poderia ser a melhora saída para o setor. O presidente Barack Obama falará sobre o assunto ainda hoje.

Há pouco, o Dow Jones cedia 2,49%, enquanto S & P 500 e Nasdaq recuavam 2,33% e 2,56%, respectivamente.

O tom negativo do dia se espalha por outros mercados, influindo também na formação do câmbio, com o dólar ganhando valor, e no preço das commodities, que apontam para baixo.

Por aqui, o dólar comercial segue acima dos R$ 2,30, patamar de preço que não era observado desde 13 de março. Há pouco, o dólar comercial era transacionado a R$ 2,328 na venda, alta de 1,52%.

Além da maior aversão ao risco, parte da puxada de alta, segundo alguns especialistas, por ser creditada à pressão compradora por parte dos comprados (agentes com apostas contra o real no mercado futuro), já que o Banco Central (BC) não acenou com a rolagem de cerca de US$ 4 bilhões em contratos de swap que vencem em abril.

Entre as 11h30 e 12 horas, o BC realiza leilão de linha, no qual oferta dólares com compromisso de recompra em data futura.

Dentro do Ibovespa, as perdas são lideradas pelas o setor de papel e celulose. VCP PN perdia 5,42%, a R$ 10,45, e Aracruz PNB desvalorizava 4,57%, para R$ 1,46.

Em linha com os pares externos, Vale PNA caía 3,56%, a R$ 26,80, e Petrobras PN recuava 3,24%, negociado a R$ 28,64. Entre as siderúrgicas, Gerdau PN caía 3,96%, negociado a R$ 12,85.

O papel PN da Sadia estava entre os mais negociados com declínio de 1,32%, para R$ 2,97. Na sexta-feira, a companhia reportou um prejuízo de R$ 2,484 bilhões em 2008, o maior de sua história de 64 anos, reflexo das perdas com derivativos cambiais.

Na ponta compradora, as ações ON da Eletrobrás subiam 0,83%, para R$ 25,35. A estatal fechou 2008 com lucro líquido de R$ 6,136 bilhões, 296% acima do ganho de R$ 1,547 bilhão obtido no ano anterior. Valorização também para as ações ON da Natura, que ganhavam 1,29%, para R$ 22,76.

(Valor Online)

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