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SÃO PAULO - Seguindo os pares externos, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começa a terça-feira sem direção definida. Por volta das 11h40 o Ibovespa recuava 0,03%, aos 68.

552 pontos. O giro de R$ 1,32 bilhão chama atenção por ser alto para o horário.

Em Wall Street, Dow Jones e Nasdaq declinavam 0,05% e 0,23%, respectivamente, mostrando a manutenção de uma posição mais cautelosa por parte dos agentes em dia de agenda vazia. Os investidores também lembram que no dia 9 de março faz um ano que os mercado testaram as mínimas para o período mais grave da crise e que, desde então, as bolsas só ganharam, com o Dow Jones e o S & P 500 avançando cerca de 70%.

De volta ao mercado local, análise gráfica da Itaú Corretora aponta que o Ibovespa segue em tendência de alta no curto prazo, com espaço livre para buscar objetivos aos 71.070 pontos (máxima intradia do ano) e 74 mil pontos.

O índice enfrenta resistências intermediárias aos 69.280 pontos, 69.720 pontos (classificada como fortíssima) e aos 70 mil pontos. Do lado da realização, o estudo da corretora aponta que o índice encontrará suportes aos 68.110 pontos, 67.340 pontos e aos 66.920 pontos (forte). No longo prazo, a Itaú Corretora aponta que Ibovespa segue em tendência de alta com objetivo em torno de 89 mil pontos.

No mercado de câmbio, a cautela se traduz em compra de moeda americana, que sobe contra seus principais rivais. Por aqui, o dólar tenta retomar a linha de R$ 1,80 perdida na semana passada. Há pouco, a moeda americana avançava 0,55%, a R$ 1,798 na venda.

Dentro do Ibovespa, as siderúrgicas seguem atraindo compradores, limitando as perdas do dia. CSN ON ganhava 1,73%, a R$ 65,01, e Gerdau PN tinha alta de 0,29%, a R$ 27,43.

Entre os carros-chefe, Petrobras PN avançava 0,25%, a R$ 35,79, com mais de R$ 600 milhões em volume, quase metade de todo o giro da bolsa. A companhia informou que as propostas do Programa de Dispêndio Global (PDG) e do Orçamento Anual de Investimentos (OAI) enviadas para o governo federal somam R$ 79,45 bilhões em 2010.

Revertendo a queda da abertura, Vale PNA ganhava 0,12%, a R$ 47,27. Também entre os maiores volumes, OGX Petróleo PN recuava 0,11%, a R$ 16,86.

Entre as empresas que mostraram balanço, a America Latina Logística (ALL) terminou o quarto trimestre de 2009 com prejuízo líquido consolidado de R$ 63,7 milhões, praticamente o dobro da perda verificada um ano antes, de R$ 32 milhões. As units da companhia caíam 2,60%, a R$ 16,45, maior queda do índice.

Fora do índice, o papel da Hypermarcas volta a subir, ganhando 2,69%, a R$ 22,90. A companhia anunciou sua quarta aquisição em menos de uma semana. Depois de comprar a fabricante de fraldas Sapeka, e as empresas de produtos de higiene pessoal York e Facilit, a Hypermarcas assinou memorando visando à compra da Luper Indústria Farmacêutica por R$ 52 milhões. Esses quatro negócios já somam cerca de R$ 600 milhões.

O papel da Ecodiesel ensaiava recuperação depois de dois dias de perdas acentuadas. A ação ON aumentava 1,76%, a R$ 1,15. O papel perdeu 13% desde a sexta-feira, depois que quatro usinas da companhia perderam o Selo Combustível Social. Sem a tal certificação, essas unidades não podem vender biodiesel por meio dos leilões com selo organizados pela ANP.

Após um tombo de 22%, ontem, os recibos de ação da Laep, empresa que controla a Parmalat, declinavam outros 9,67%, para R$ 1,12. A venda dos ativos é atribuída às declarações do presidente da JBS, Joesley Batista, sobre a falta de interesse da companhia em entrar no mercado de leite UHT. Durante algumas semanas, se especulava que a JBS poderia comprar ativos da Parmalat.

Ainda na chamada quinta linha, Telebrás PN caía 13,47%, a R$ 1,67, depois de perde mais de 13% ontem. Já as ações ON da Inepar Telecom, empresa sem atividade operacional, seguem com movimentação expressiva. O ativo subia 20,45%, para R$ 1,06. A empresa já informou que desconhece qualquer fato que justifique tais oscilações.

Ontem, a companhia apresentou comunicado informando que a Inepar S.A., seu acionista controlador, vendeu 6.274.100 ações ordinárias, correspondentes a 7,09% do capital entre os dias 15 de janeiro e 5 de março de 2010. Com isso, a fatia da Inepar na empresa caiu de 85,96%, para 78,87%.

(Eduardo Campos | Valor)

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