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SÃO PAULO - A jornada desta quarta-feira deverá ser iniciada no campo negativo. Apesar da queda de ontem, o Ibovespa havia subido 4,16% nos seis pregões anteriores; portanto, ainda há espaço para uma nova realização de lucros.

SÃO PAULO - A jornada desta quarta-feira deverá ser iniciada no campo negativo. Apesar da queda de ontem, o Ibovespa havia subido 4,16% nos seis pregões anteriores; portanto, ainda há espaço para uma nova realização de lucros. Há pouco, o Ibovespa futuro apontava desvalorização de 0,32%, aos 70.980 pontos. Na terça-feira, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caiu 0,27%, aos 71.095 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 6,404 bilhões. A sessão de hoje é marcada pela ausência de notícias corporativas, porém com indicadores macroeconômicos no Brasil e no exterior. Por aqui, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostra os dados referentes ao desempenho da indústria automotiva no mês de março. Nos Estados Unidos, saem os estoques de petróleo e o dado sobre o crédito ao consumidor no mês de fevereiro. Também é aguardado um discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, Ben Bernanke, no início da tarde. Pela manhã, os índices futuros americanos operavam em baixa. Ontem, as bolsas encerraram os negócios sem direção única. Enquanto o índice Dow Jones registrou baixa de 0,03%, o Nasdaq teve ganhos de 0,30% e o S & P 500 subiu 0,17%. Na Europa, as bolsas registravam queda. Na Ásia, o fechamento foi sem uma direção comum. O Shanghai Composite, de Xangai, teve queda de 0,33%. O índice Kospi, de Seul, ficou próximo da estabilidade, com pequeno aumento de 0,03%. Em Tóquio, o índice Nikkei 225 subiu 0,09%. O Hang Seng, de Hong Kong, registrou alta de 1,82%. Entre os fatores analisados pelos investidores esteve a possibilidade de valorização do yuan em relação ao dólar. O governo chinês sinalizou que está estudando os possíveis riscos envolvendo a flexibilização da moeda chinesa. Além disso, o Banco do Japão (BOJ, na sigla em inglês) optou mais uma vez pela manutenção da taxa de juro em 0,1%, nível em que se encontra desde dezembro de 2008. A decisão foi unânime. "Na condução da política monetária, o banco vai visar conservar um ambiente financeiro de juros baixos", destacou a autoridade monetária em nota. No cenário corporativo brasileiro, na sessão passada, a alta das "blue chips" contribuiu para segurar as perdas do Ibovespa. Os papéis PNA da Vale subiram 0,36%, para R$ 49,97, e giraram R$ 659,6 milhões. Já as ações PN da Petrobras avançaram 0,19%, a R$ 36,08, com volume movimentado de R$ 485,1 milhões. No mercado de câmbio, depois de seis quedas seguidas, quando acumulou 4,10% de desvalorização, o dólar opera em alta no início dos negócios. Há pouco, a divisa americana era cotada a R$ 1,758 na compra e a R$ 1,760 na venda, elevação de 0,28%. (Beatriz Cutait | Valor)
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