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SÃO PAULO - Com cena externa negativa e commodities em baixa, a terça-feira é de perdas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Por volta das 12h45, o Ibovespa desvalorizava 1,13%, para 39.

064 pontos, com giro de R$ 1,60 bilhão.

Para o gerente de operações da UM Investimentos, Rodrigo Silveira, o mercado está bastante cauteloso, com os agentes aguardando a reunião do Federal Reserve (Fed), banco central americano, que, na tarde de hoje, pode trazer novas medidas de estímulo monetário.

Além disso, aponta o especialista, nada mais natural que uma realização de lucros em Wall Street depois da puxada de alta dos últimos dias. Há pouco, o Dow Jones verificava queda de 1,49%, aos 7.285 pontos, o S & P 500 recuava 1,13%, a 769 pontos e o Nasdaq Composite perdia 0,52% a 1.454 pontos.

Ainda de acordo com Silveira, os dados de inflação no varejo apresentados nos EUA pesaram sobre o humor os agentes. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,4%, em fevereiro, contra previsão de alta de 0,3%. O núcleo do indicador, que exclui alimentos e energia, aumentou 0,2%, também acima do esperado.

O gerente também aponta que as ações brasileiras não escapam da queda no preço do petróleo e de outras commodities. Depois de subir acima dos US$ 49, o barril de WTI recua forte depois que os estoques subiram acima do esperado nos Estados Unidos.

Puxando as perdas dentro do Ibovespa, Petrobras PN caía 1,92%, para R$ 27,44. Também prejudicada pelo menor valor das matérias-primas, Vale PNA desvalorizava 2,88%, a R$ 26,27.

As siderúrgicas continuam perdendo valor - além de comentários externos negativos, foi divulgada ontem uma queda de 39% na produção de aço bruto em fevereiro no comparativo anual. Gerdau PN recuava 1,51%, a R$ 11,03, e Usiminas PNA desvalorizava 2,14%, para R$ 22,80.

Com as notícias de fusão esfriando, os papéis da Perdigão e da Sadia registravam queda. Há pouco, Sadia PN caía 3,35%, para R$ 2,88, e Perdigão ON desvalorizava 3,05% a R$ 31,70.

O destaque segue como as empresas de papel e celulose, que desde ontem ganham valor em meio a relatórios de bancos locais e estrangeiros apontando melhora para o setor no segundo semestre do ano. Aracruz PNB subia 6%, para R$ 1,59. Ainda hoje, a empresa anunciou que adiou os planos de investimento na Veracel, joint-venture que tem a europeia Stora Enso, por um ano. VCP PN avançava 4,06% a R$ 10,74, e Klabin PN aumentava 1,45%, a R$ 2,79.

No câmbio, o começo do pregão foi instável, com o dólar oscilando entre ganho e perda, mas a piora e humor externo estimulou a compra de moeda estrangeira. Há pouco, o dólar comercial era negociado R$ 2,308 na venda, alta de 1%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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