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A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve dar prosseguimento ao ajuste negativo iniciado ontem, tendo como mote hoje a possibilidade de um aperto monetário na China neste trimestre e de valorização da moeda, o yuan, o que poderia afetar o crescimento global. Mas não se espera uma correção profunda em um dia de agenda esvaziada nos Estados Unidos.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve dar prosseguimento ao ajuste negativo iniciado ontem, tendo como mote hoje a possibilidade de um aperto monetário na China neste trimestre e de valorização da moeda, o yuan, o que poderia afetar o crescimento global. Mas não se espera uma correção profunda em um dia de agenda esvaziada nos Estados Unidos. Às 10h10, o índice Bovespa (Ibovespa) cedia 0,07%, aos 71.044 pontos.<p><p>Segundo as agências internacionais, o jornal chinês China Securities News publicou que o conselheiro do PBOC, Li Daokui, teria dito que Pequim considera a possibilidade de elevar a taxa de juro no segundo trimestre, diante da perspectiva de o crescimento econômico superar os 11% e caso a taxa de inflação supere os 3%.<p><p>Com o dólar voltando a ganhar força ante o euro, as commodities (matérias-primas) ficam menos atraentes, o que deve contribuir para manter a Bovespa enfraquecida. O petróleo cedia 0,58% em Nova York, com os investidores também no aguardo dos estoques semanais de petróleo e derivados. As ações das empresas ligadas às commodities também operavam em baixa no exterior mais cedo.<p><p>Além dos contínuos temores em relação à capacidade da Grécia de financiar sua dívida soberana, e das preocupação com a China, os investidores, especialmente na Europa, têm ainda outro motivo para ficar na retaguarda: a decisão amanhã sobre política monetária dos bancos centrais da Inglaterra e da zona do euro (grupo dos 16 países que adotam o euro como moeda).<p><p>Nos EUA, onde os índices futuros de ações operam no vermelho - o S&P 500 recuava 0,25% e o Nasdaq cedia 0,14% - a expectativa gira em torno do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), Ben Bernanke, sobre os desafios da economia, no começo da tarde.<p><p>No Brasil, os investidores devem voltar as atenções para Eletrobrás, após a diretoria da estatal ter negado ontem à noite que esteja sendo discutida a capitalização da companhia por meio de emissão de ações. Segundo o gerente de Relações com Investidores da companhia, Arlindo Castanheira, a empresa não trabalha com a capitalização porque o preço da ação da estatal, hoje, está abaixo do seu valor patrimonial. Na segunda-feira, o secretário do Tesouro, Arno Augustin, afirmou à Agência Estado que a capitalização da estatal deve ocorrer ainda este ano.
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