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A julgar pelo comportamento levemente positivo das Bolsas internacionais e das commodities (matérias-primas), a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não teria motivos para subir muito hoje. No entanto, o diferencial do dia pode ser novamente o fluxo de capital estrangeiro.

"Se tiver uma outra entrada pesada de estrangeiros, a Bovespa deve se descolar do exterior e continuar subindo", afirma um operador. Às 11h21 (de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) avançava 0,50%, para 69.927 pontos.

Ontem, a compra de ações por investidores estrangeiros melhorou o ânimo do mercado. A porta de entrada escolhida foi a Petrobras, que respondeu por 25% do giro total da Bolsa. Por isso, se o fluxo de capital estrangeiro continuar a surpreender positivamente, a Bovespa tem condições de retomar os 70 mil pontos, patamar que chegou a ser atingido ontem, na pontuação máxima do dia.

Na avaliação dos especialistas, os números sobre o comércio exterior chinês e das commodities em fevereiro, que mostram ritmo forte de crescimento da economia e aquecimento da demanda, devem favorecer a compra, principalmente de papéis da Vale. A percepção é de que os investidores devem deixar em segundo plano a preocupação com o risco de maior pressão inflacionária.

As importações da China cresceram em fevereiro 44,7%, enquanto as exportações tiveram alta de 45,7%, ante o mesmo mês do ano passado. O superávit comercial da China caiu quase à metade em fevereiro, para US$ 7,61 bilhões, ante US$ 14,17 bilhões em janeiro. As importações de minério de ferro subiram 5,9% em fevereiro ante janeiro. Em relação a fevereiro do ano passado, as importações avançaram 5,6%. Já as importações de cobre subiram 10% em fevereiro ante janeiro, mas cederam 2,1% em relação a fevereiro de 2009.

O petróleo tem viés levemente positivo, enquanto os investidores esperam o relatório semanal dos estoques norte-americanos da commodity. As ações da Petrobrás terão seu desempenho influenciado também pelo desenrolar da votação, na Câmara, do último dos quatro projetos que compõem o marco regulatório do pré-sal.

No lado corporativo, o destaque é o balanço da LLX, empresa de logística do grupo EBX, do empresário Eike Batista, que registrou em 2009 prejuízo líquido de R$ 48,732 milhões. O resultado representa uma queda de 8% em relação ao prejuízo de R$ 52,972 milhões em 2008.

Já a MPX, empresa de energia do grupo EBX, teve lucro líquido de R$ 15 milhões no quarto trimestre de 2009, o equivalente a uma queda de 87,6% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Em 2009, a MPX obteve prejuízo de R$ 147,4 milhões, ante lucro líquido de R$ 204,1 milhões em 2008.

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