Tamanho do texto

Commodities em alta, ouro na máxima histórica e bolsas na Europa e índices futuros nos Estados Unidos subindo traçaram a abertura positiva de hoje do pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), dia que tem como grande destaque a decisão do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) sobre política monetária. Às 11h07, índice Bovespa (Ibovespa) subia 1,07%, aos 63.

310 pontos, estendendo os ganhos da véspera, quando conseguiu fechar acima dos 62 mil pontos. Mas apesar desse ambiente internacional favorável, a volatilidade deve continuar sendo a tônica dos negócios pelo menos até que se dissipem as incertezas sobre o ritmo de recuperação da economia mundial. "Tem muito giro e pouco tomador final na Bolsa", afirma um operador.

Nesse sentido, a agenda do dia hoje pode ajudar a clarear o horizonte de curto prazo. Até sair o resultado da reunião do Fed, às 17h15, o bom humor do mercado será testado duas vezes. Às 11h15, sai a pesquisa sobre vagas no setor privado dos Estados Unidos, que costuma ser vista com uma sinalização para o dado sobre o mercado de trabalho, previsto para esta sexta-feira. Depois, no começo da tarde, às 13 horas, será divulgado o índice de atividades de serviços de outubro. Até o Fed divulgar o comunicado da sua reunião, que deve manter o juro entre zero e 0,25% ao ano, portanto, há espaço para a oscilação de preços. Em relação ao Fed, o que está em foco é comunicado, que deverá trazer alguma pista sobre quando o banco central pode apertar a política monetária.

Além do petróleo em alta de 1%, negociado acima de US$ 80 por barril esta manhã em Nova York, e da recuperação dos metais em Londres, influenciada pela máxima histórica alcançada pelo ouro hoje, as bolsas reagem também aos balanços divulgados na Europa, especialmente o do banco Société Générale. O lucro da instituição francesa no terceiro trimestre mais que dobrou, ajudado pela contínua melhora nas condições do mercado. Em Nova York, o S&P 500 subia 0,49% e o Nasdaq futuro avançava 0,28% às 10h52. Na Europa, os ganhos beiravam 1% naquele horário.

No Brasil, o setor bancário, que ontem esteve entre os destaques de alta influenciado pelo balanço do Itaú Unibanco, segue no centro das atenções. Hoje, o mercado analisa o balanço do Bradesco, que anunciou logo cedo lucro líquido de R$ 1,811 bilhão no terceiro trimestre, valor 5,2% inferior ao registrado em igual período de 2008. Em relação ao trimestre anterior, a queda é de 21,2%. Os ativos totais em setembro chegaram a R$ 485,686 bilhões, crescimento de 14,9% em relação a igual mês do ano passado. O patrimônio líquido era de R$ 38,877 bilhões, 13,8% superior ao registrado entre julho e setembro do ano passado.

No setor de siderurgia, os olhos se voltam para CSN, que teve lucro líquido de R$ 1,150 bilhão no terceiro trimestre, um aumento de 2.775% sobre os R$ 40 milhões de igual período de 2008. O Ebitda (sigla em inglês para lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 992 milhões, com queda de 53%, e a margem Ebitda passou de 52% para 33%. A receita líquida recuou 26%, para R$ 2,986 bilhões, e o lucro bruto somou R$ 1,177 bilhão, com baixa de 44%. A dívida líquida foi de R$ 5,858 bilhões, com queda de 7%.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.