Tamanho do texto

SÃO PAULO - As bolsas norte-americanas voltar a fechar em queda acentuada, à medida que os investidores temiam que o plano de ajuda de US$ 700 bilhões do governo dos EUA ao setor financeiro possa não ser suficiente para ressuscitar a economia debilitada. Além disso, a forte alta dos preços do petróleo renovou as preocupações sobre o consumo.

Na Europa, o dia também foi marcado por fortes quedas.

Em Wall Street, o índice Dow Jones, o principal indicador da Bolsa de Nova York, recuou 3,27%, para 11.015 pontos. O Nasdaq caiu 4,17%, para 2.178 pontos. O Standard & Poor´s 500 teve desvalorização de 3,82%, para 1.207 pontos.

Bancos, construtoras e grandes empresas manufatureiras lideraram as quedas, à medida que as negociações sobre o plano de ajuda do governo para retirar os títulos podres ligados a hipotecas dos balanços bancários esquentavam em Washington. Os investidores também fugiram das companhias aéreas por causa do salto de US$ 16 na cotação do preço do petróleo, que encerrou o dia cotado em US$ 120 o barril, maior alta diária da commodity, movimento influenciado pela queda no dólar.

No setor bancário, os papéis do JPMorgan Chase, o terceiro maior banco norte-americano, recuaram 13,3%, após um analista reduzir a recomendação para os papéis do banco. O Wells Fargo perdeu 11,6%. A baixa de ontem apagou quase toda a alta registrada na sexta-feira passada, quando o anúncio da ajuda impulsionou Wall Street para a maior alta diária desde 1987. Ontem, apenas duas ações do Nasdaq 100 fecharam em alta.

Na Europa, o dia também foi de queda, influenciado por ações de empresas como Carrefour (baixa de 5,6%) e Ryanair (queda de 6,3%) que recuaram por conta das incertezas nos EUA e o aumento das commodities. A Bolsa de Londres caiu 1,41%, para 5.236,26 pontos. Já a Bolsa de Paris cedeu de 2,34%, e terminou em 4.223,50 pontos. No setor financeiro, as ações do Bank of Ireland caíram 16%, depois que a agência de classificação de risco Moody´s rebaixou a classificação de risco da empresa.

"(Valor Econômico, com agências internacionais)"

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.