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Os principais índices das bolsas de Nova York operam em direções divergentes, mas perto da estabilidade, divididos entre o declínio dos papéis de empresas dos segmentos financeiro e de energia e o avanço das ações do setor de tecnologia. O Livro Bege do Federal Reserve, (Fed, o banco central norte-americano), aparentemente não teve impacto sobre as bolsas.

O relatório afirmou que as condições econômicas continuaram a melhorar em boa parte dos EUA no final de outubro e início de novembro, embora a fraqueza do mercado de mão de obra e a deterioração do setor de imóveis comerciais continuem atrapalhando a recuperação do país.

Às 18h40 (de Brasília), o Dow Jones caía 0,16%, para 10.454 pontos, puxado por componentes como JPMorgan Chase (-1,16%), American Express (-1,16%) e Bank of America (-1,83%) após analistas do UBS reduzirem as perspectivas para o lucro de alguns grandes bancos no quarto trimestre. Entre os demais índices, o Nasdaq subia 0,37%, para 2.183 pontos, enquanto S&P 500 avançava 0,03%, para 1.109 pontos.

Chevron e Exxon - que fazem parte do Dow Jones - caíam 0,72% e 0,51%, pressionadas pelo declínio nos preços do petróleo. Os papéis ligados ao setor de commodities mas fora do segmento petrolífero, porém, apresentavam alta. Alcoa subia 5,31%. Ontem, o Dow Jones renovou o recorde de fechamento do ano, em meio à dissipação dos receios com uma potencial moratória da dívida bilionária do emirado de Dubai. Hoje, embora este movimento tenha sido revertido, alguns operadores afirmam que não é possível confirmar a inauguração de uma tendência de queda para o índice porque o volume de negociações é baixo.

"Seria bom que entrássemos em um novo intervalo de negociação, mas isso está difícil de acontecer", disse Don Bright, sócio da Bright Trading. "Exceto se houver outra notícia grande, como a de Dubai, podemos continuar assim até o final do ano." As informações são da Dow Jones.

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