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SÃO PAULO - As bolsas européias saltaram significativamente nesta jornada, em recuperação promovida pelo plano de socorro do governo americano para o sistema financeiro. A perspectiva de que os Estados Unidos empenhe bilhões de dólares para comprar os ativos podres do sistema aliviou os agentes em relação ao risco de uma quebra sistêmica global.

Assim, o FTSE-100, de Londres, fechou com alta de 8,84%, aos 5.311 pontos. Em Frankfurt, o DAX avançou 5,56%, para 6.186 pontos. O CAC 40, de Paris, registrou alta de 9,27% e encerrou aos 4.324 pontos. Em Madrid houve aumento de 8,71% no Ibex, para 11.557 pontos.

O plano anunciado hoje pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, ainda não foi detalhado, mas sabe-se que será criada uma companhia para adquirir os ativos de bancos com problemas, usando para isso inclusive dinheiro dos contribuintes americanos.

Segundo Paulson o plano é ambiciosos e envolve centenas de bilhões de dólares para dar estabilidade ao sistema no longo prazo. Os detalhes da estratégia devem ser discutidos ao longo do final de semana, então a perspectiva é que o mercado amanheça em outras bases na segunda-feira.

Também colaborou para os ganhos da região a decisão dos órgãos reguladores de mercado da Inglaterra, da Irlanda e de Washington de estabelecerem regras mais estreitas para operações de venda a descoberto de ações.

Nesse tipo de operação, os investidores podem alugar o papel de um outro aplicador e vendê-lo no mercado, com a expectativa de poder recomprá-lo no futuro a um preço menor, devolvendo a ação alugada e embolsando a diferença.

Na região européia lideraram os ganhos da sessão os papéis do setor bancário, principais favorecidos da iniciativa americana. As ações do Barclays subiram 29,24% e as do Royal Bank os Scotland ganharam 31,95%. Na bolsa alemã, os papéis do Deutsche Bank avançaram 9,89% e os do Credit Agricole fecharam com alta de 26,32% em Paris.

Outros setores também se recuperaram como o de mineração, com aumento de 14,04% nas ações da Rio Tinto em Londres.

"(Valor Online, com agências internacionais)"

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