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Índice DAX, da bolsa de Frankfurt, caiu 5,02%; em Paris, o CAC 40 perdeu 4,68% no pregão desta segunda-feira

SÃO PAULO - Os mercados europeus fecharam com perdas no primeiro dia de pregão após a decisão da Standard and Poor's (S&P) de rebaixar a nota soberana de longo prazo dos Estados Unidos de "AAA" para "AA+" na sexta-feira à noite. Essa decisão desencadeou um novo movimento vendedor nas bolsas mundiais e no mercado de commodities.

Em Londres, o FTSE 100 caiu 3,39%, para 5.068,95 pontos. O CAC 40, de Paris, declinou 4,68%, ficando em 3.125,19 pontos. Em Frankfurt, o DAX cedeu 5,02%, somando 5.923,27 pontos. Em Milão, o FTSE MIB teve baixa, de 2,35%, para 15.639,75 pontos. O Ibex 35 espanhol cedeu 2,44% e ficou em 8.459,40.

Vale destacar, que esta semana os olhos se voltam para o Federal Reserve (Fed), banco central americano, que amanhã apresenta sua decisão de política monetária. Na Europa, a Itália e a Espanha necessitam pegar emprestados 245 bilhões de euros (US$ 347 bilhões) entre agosto e dezembro para pagar títulos de dívida que vencem no período e cobrir seus déficits, podendo manter a tormenta da crise da dívida soberana na zona do euro.

Os mercados estão cobrando cada vez mais caro para comprar papéis italianos e espanhóis. Tanto mais que um comprometimento do Banco Central Europeu (BCE) de adquirir títulos das duas economias e reduzir o diferencial nos prêmios de risco continua em dúvida.

O BCE comprou bônus do governo italiano e espanhol em meio a preocupações de que o aumento no rendimento desses títulos possa forçar os dois países a buscar resgate, conforme seis pessoas a par das transações. A autoridade monetária não está comprando títulos irlandeses ou portugueses, disse uma das fontes, que pediu para não ser identificada porque esses acordos são confidenciais.

Ontem à noite, o BCE avisou que iria "implementar ativamente" o programa de compra de títulos, sinalizando que está pronto para começar a adquirir bônus da Itália e Espanha para conter a crise da dívida soberana. Uma porta-voz do banco central não quis comentar o assunto.

Hoje ainda foi conhecido o índice de indicadores antecedentes da Organização para a Cooperação Econômica e o Desenvolvimento (OCDE) que recuou de 102,5 em maio para 102,2 em junho, indicando que a atividade econômica no grupo formado por 34 países deverá desacelerar. (Tatiana Schoor | Valor, com agências internacionais)

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