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As principais bolsas européias voltaram a fechar em alta hoje, dando continuidade ao impulso positivo iniciado ontem e baseado na antecipação de um plano de socorro para as três grandes montadoras norte-americanas. Além disso, o número melhor que o esperado da pesquisa de sentimento do instituto alemão ZEW - uma pesquisa com analistas e investidores institucionais sobre suas expectativas econômicas - ofereceu alguma confiança aos investidores preocupados com relação a saúde da maior economia da região.

A Bolsa de Londres registrou o maior ganhos entre seus pares e subiu 2,06%. Na França e na Alemanha, os mercados avançaram 1,55% e 1,34%, respectivamente. A Bolsa de Madri ganhou 0,29% e a de Lisboa, 0,85%. Na Itália, a Bolsa de Milão subiu 1,58%.

Os ganhos do setor automotivo contribuíram para grande parte da alta dos mercados europeus. As ações das montadoras continuaram impulsionadas pelas expectativas de que o Congresso dos Estados Unidos está mais perto de formalizar um acordo para criar um plano de socorro para o setor. Daimler subiu 4,35%, Volkswagen teve alta de 0,76%, Renault avançou 2,16% e Fiat ganhou 4,84%.

Os ganhos do setor automotivo compensaram a fraqueza das ações de tecnologia. As ações da Q-Cells - fabricante de células solares - despencaram 19% depois que a companhia disse que não vai alcançar suas metas de produção, vendas e lucro este ano em virtude da crise financeira em andamento.

O rebaixamento das previsões de lucro no quarto trimestre da fabricante de chips norte-americana Texas Instruments também pesou sobre o setor de tecnologia, em especial, as ações da alemã Infineon Technologies, que caíram 10,80%.

Outro alerta de lucro de uma companhia americana, desta vez da empresa de entregas rápidas FedEx, forçou a principal companhia de entregas e logística da Alemanha, a Deutsche Post, a reassegurar suas metas aos investidores. As ações do Deutsche Post subiram 3,44% depois da companhia dizer que está firme em sua perspectiva para este ano.

As ações de companhias de seguros subiram depois que a Swiss Reinsurance disse que o setor pode dar uma reviravolta dentro dos próximos 18 meses, quando as economias melhorarem e o estresse que pressiona os mercados financeiros diminuir. As ações da holandesa Aegon subiram 6,04% e as da francesa Axa fecharam em alta de 3,19%. As informações são da Dow Jones.

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