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A alta em Wall Street animou a maioria dos mercados da Ásia nesta sexta-feira. As Bolsas também foram influenciadas pelas declarações do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao.

Destaque para as ações do setor financeiro, estimuladas pelas boas notícias vindas dos Estados Unidos. Uma das exceções foi a China, que teve ligeira baixa.

A Bolsa de Hong Kong apresentou o quarto pregão seguido de ganhos, influenciada ainda pelos comentários de Jiabao de que poderá apresentar novos planos de estímulo econômico, o que traria benefícios para as ações relacionadas à China listadas em HK. Com crescimento no volume de negociações, o Hang Seng subiu 524,27 pontos, ou 4,4%, e encerrou aos 12.525,80 pontos - na semana, o índice acumulou alta de 5%, embora tenha caído 13% desde o início do ano.

Já as preocupações sobre a desaceleração da economia e a expectativa de fracos balanços corporativos levaram a Bolsa de Xangai a fechar em ligeira queda pelo terceiro pregão seguido, apesar dos ganhos nos demais mercados asiáticos. Os investidores também se mostraram desapontados com a ausência de novas medidas de estímulo econômico por parte de Pequim, após o encerramento da sessão legislativa anual do Congresso Nacional do Povo. O Xangai Composto perdeu 0,2% e encerrou aos 2.128,85 pontos. O Shenzhen Composto caiu 0,6% e terminou aos 692,67 pontos.

A declaração de Jiabao, que reiterou a manutenção de uma política de estabilidade do yuan, reduziu as esperanças de uma valorização da moeda chinesa no curto prazo. Por conta disso, o yuan se manteve com poucas alterações em relação ao dólar. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,8380 yuans, de 6,8388 yuans do fechamento de quinta-feira.

Já a Bolsa de Taipé, em Taiwan, apresentou o melhor resultado em mais de quatro meses, estimulada pelos comentários de Jiabao sobre a possibilidade de uma maior cooperação econômica entre os países. O Taiwan Weighted subiu 3% e terminou aos 4.897,39 pontos, o maior fechamento desde 5 de novembro.

As realizações de lucros fizeram a Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, interromper uma sequência de quatro dias de alta e fechar em leve queda. O índice Kospi recuou 0,2%, aos 1.126,03 pontos.

Em Sydney, na Austrália, a Bolsa registrou a maior alta em três meses. O índice S&P/ASX 200 avançou 3,4%, aos 3.345,2 pontos.

Na Bolsa de Manila, nas Filipinas, o índice PSEi fechou em queda de 1,3%, aos 1.856,10 pontos. A maior pressão negativa veio dos papéis da PLDT, que ficaram ex-dividendos e caíram 5,5%.

A Bolsa de Cingapura teve forte alta, seguindo o rali em Wall Street, com Neptune Orient Lines liderando os ganhos depois de informar que não vai responsabilizar-se por emissão de direitos. O índice Straits Times subiu 5,6% e fechou aos 1.577,52 pontos.

Na Indonésia, o índice composto da Bolsa de Jacarta subiu 1,3% e fechou aos 1.327,43 pontos, liderado por compras de papéis de bancos, telecomunicações e do setor automotivo, mas limitadas por temores de que o ganhos em Wall Street não seja sustentáveis.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, subiu 2,4% e fechou aos 424,79 pontos, impulsionado pelas altas na maioria dos demais mercados.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, subiu 0,6% e fechou aos 843,45 pontos, ajudado pela alta em Wall Street. As informações são da Dow Jones.

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