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SÃO PAULO - Os ativos brasileiros dão prosseguimento à recuperação observada pela manhã, em movimento estimulado pelos esforços adicionais dos países desenvolvidos em garantir liquidez aos mercados globais e solvência aos bancos. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) vem sustentando oscilação em torno de 10% de alta desde cerca das 12h.

No mercado a vista não há limitações de variações de alta. No contrato futuro de Ibovespa, negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) o contrato de outubro teria limitação de 10% de alta, mas está livre desta regra no momento, já que o papel está a três dias do vencimento, que acontece no dia 15, quarta-feira.

Não fosse isso, o teto na BM & F poderia também limitar informalmente o índice no mercado à vista, já que não convém variações muitos distorcidas entre os mercados à vista e futuro. A BM & F adverte, no entanto, que não existe um "circuit breaker" no mercado futuro como o do mercado a vista, mas há o chamado "limite de oscilação". Nesse caso, as negociações podem continuar ocorrendo desde que haja operações a preços ou patamar que não supere o limite estabelecido para cada contrato.

Neste momento o Ibovespa sobe 10,14%, aos 39.206 pontos. Operadores e analistas do mercado ponderam que nada impede um rali de final de pregão que leve o índice para o patamar de 40 mil pontos. De qualquer forma, a avaliação é de que a alta já é bastante relevante e compensa praticamente a metade da perda acumulada na semana passada, de 20%.

No segmento cambial, a trava indireta criado pelo contrato de dólar com vencimento em novembro já foi alcançada e está travada. Por isso no mercado a vista a divisa não cai muito além de 6%, que é a variação limite, de alta e de baixa, estabelecido pela BM & F para esses contratos. Na BM & F o limite mínimo para o contrato de novembro levou a moeda a R$ 2.188,500.

Há pouco o dólar comercial apontava queda de 6,35%, comprado a R$ 2,1650 e vendido a R$ 2,1670, com mínima de R$ 2,16 nesta jornada. Além de decisões externas para garantir liquidez e capitalização dos bancos na Europa e nos Estados Unidos, o mercado de dólar também é influenciado pelo programa de liberação do compulsório, a ser implementado conforme necessidade, que pode liberar até R$ 100 bilhões aos bancos, conforme informou hoje o Banco Central (BC).

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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