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SÃO PAULO - As bolsas de valores de Nova York fecharam em queda ontem, com o índice Nasdaq encerrando em seu nível mais baixo em seis anos e meio, à medida que ações das maiores farmacêuticas caíram depois que a Merck anunciou que comprará a Schering-Plough por US$ 41 bilhões. O índice Dow Jones caiu 1,21%, a 6.

547 pontos. O Nasdaq perdeu 1,95%, para 1.268 pontos. O Standard & Poor´s 500 teve desvalorização de 1%, a 676 pontos.

Grandes fusões e aquisições são geralmente vistas como uma mostra de suporte para as ações, mas analistas disseram que, com a maioria dos índices ao redor de seus níveis mais baixos em 12 anos, são necessárias evidências de recuperação econômica e de que os mercados de crédito estão se descongelando para trazer os investidores de volta ao mercado.

O acordo entre as duas companhias também vem num momento de incerteza para a indústria farmacêutica, depois que o setor não conseguiu produzir suficientemente novos medicamentos para repor os antigos, e em que a administração do presidente americano, Barack Obama, prepara-se para reformas na saúde que podem pressionar os preços dos remédios.

Os papéis das farmacêuticas foram os que mais pesaram sobre o índice Dow Jones, com as ações da Merck caindo 7,7%, as da Johnson & Johnson cedendo 2,9%, e as da Pfizer perdendo 0,8%. Mas os papéis da Schering-Plough dispararam 14,2%, com as notícias sobre o acordo.

As bolsas europeias fecharam em direções divergentes, pressionadas por ações de bancos por um lado, mas favorecidas por ganhos no setor farmacêutico após a Merck anunciar a compra da Schering-Plough.

Em Londres, o FTSE-100 fechou com elevação de 0,33%, aos 3.542 pontos. O DAX, de Frankfurt fechou aos 3.692 pontos, em alta de 0,70%. Já em Paris, o CAC-40 caiu 0,60%, para 2.519 pontos. O índice de blue chips Eurofirst300 perdeu 0,73%, terminando em 657 pontos.

O aumento de participação do governo inglês no Lloyds Bank gerou baixas significativas logo cedo. Os papéis do banco chegaram a cair bastante, mas inverteram o rumo e fecharam com valorização de 4,05%. Já as ações do HSBC declinaram 3,26%.

No início do pregão, o humor dos investidores foi afetado por comentários de presidentes dos principais bancos centrais do planeta, de que a economia mundial terá crescimento próximo de zero em 2009.

Além disso, previsões feitas pelo Banco Mundial no fim de semana apontam para a primeira contração da economia global desde a Segunda Guerra Mundial.

(Valor Econômico, com agências internacionais)

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