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A Bovespa opera de lado nesta quarta-feira, ainda influenciada pelas incertezas em relação ao agravamento da crise na Europa. A preocupação continua, principalmente, após a Moody's ter colocado em revisão para possível rebaixamento o rating de Portugal.

A Bovespa opera de lado nesta quarta-feira, ainda influenciada pelas incertezas em relação ao agravamento da crise na Europa. A preocupação continua, principalmente, após a Moody's ter colocado em revisão para possível rebaixamento o rating de Portugal. A divulgação de dados em linha com o esperado nos Estados Unidos ajudou a melhorar um pouco os ânimos. Brasil Ecodiesel, PDG e Agre puxam as baixas, enquanto Vale e Banco do Brasil sobem. Após ter invertido o sinal várias vezes, às 12h11, o principal índice da Bolsa paulista registrava valorização de 0,18%, aos 64.985 pontos. Na mínima alcançou 63.533 pontos (-2,06%) e na máxima 65.390 pontos (+0,80%). No mesmo horário, o Dow Jones recuava 0,10% e S&P 500 registrava queda de 0,25%. A agência de classificação de risco Moody's Investors Service colocou em revisão para possível rebaixamento o rating Aa2 aplicado aos bônus do governo de Portugal. A agência explica que a decisão reflete a deterioração recente das finanças de Portugal, bem como os desafios ao crescimento de longo prazo da economia do país. "O mercado está na expectativa de que outras agências de análise de risco sigam o mesmo caminho da Moody´s", afirma o operador de mesa da Um Investimentos Eduardo Camargo Oliveira. Petrobras PN subia 0,03% e ON avançava 0,50%, após ter aberto o pregão em baixa. Apesar da recuperação registrada há pouco, ainda pesa sobre os papéis a questão da capitalização e hoje, particularmente o queda do preço do petróleo. Há pouco, a cotação do insumo cedia mais de 2% na Nymex eletrônica para a casa dos US$ 80,00 o barril. Vale, por sua vez, apresenta recuperação depois da queda forte de ontem. Os papéis PNA subiam 2,64% e os ON registravam ganhos de 3,18% e figuravam entre as maiores altas do Ibovespa. Um operador lembra que as preocupações sobre uma possível taxação do setor de mineração na Austrália foram dissipadas, uma vez que o governo local não tem maioria para aprovar a proposta. <b>Telebrás</b> As ações da Telebrás dispararam hoje na Bovespa após notícia de que a estatal integrará o Plano Nacional de Banda Larga do governo federal. As negociações com o papel foram a leilão após registrarem alta de mais de 30%. Há instantes os papéis preferenciais apresentavam valorização de 32,50% e os ON subiam 36,22%, entre as maiores altas do mercado. A empresa, segundo comunicado enviado ontem à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), "vai prover infraestrutura e redes de suporte a serviços de telecomunicações prestados por empresas privadas". Na prática, a estatal será a gestora das redes de fibras óticas do governo, atuando no atacado com a transmissão de dados. <b>BB</b> As ações do Banco do Brasil reagem positivamente à confirmação de que o banco criará duas holdings em conjunto com a seguradora espanhola Mapfre para atuar no mercado de seguros em ramos elementares (como veículos e residências) e seguros de pessoas (apólices de vida, crédito e imobiliárias). Há pouco, os papéis ON avançavam 1,50%. Dentro da mesma operação, o BB também confirmou a compra da participação de 30% da SulAmérica na Brasilveículos por R$ 340 milhões. As duas notícias foram antecipadas pela Agência Estado no dia 16 de março. Ontem à tarde, a AE informou que o negócio seria anunciado hoje. A parceria vai criar a segunda maior seguradora do Brasil, com prêmios anuais de mais de R$ 8 bilhões. <b>Brasil Ecodiesel</b> As ações da Brasil Ecodiesel lideravam a lista de maiores quedas do Ibovespa há instantes, após ter uma liminar favorável à empresa revogada. Há pouco, os papéis cediam 3,60%. Ontem o desembargador Poul Erik Dyrlund, da 8ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, revogou a liminar concedida em favor da Brasil Ecodiesel após recurso da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A agência inabilitou as vendas realizadas pela empresa no 17º leilão de biodiesel por conta da decisão do Ministério do Desenvolvimento Agrário de suspender o selo combustível social da Brasil Ecodiesel pelo prazo de um ano. A liminar a favor da empresa havia sido concedida no mês passado pela 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro. <b>Balanços</b> A AmBev (Companhia de Bebidas das Américas) avançava 0,73% após reportar lucro líquido consolidado de R$ 1,650 bilhão no primeiro trimestre de 2010, em linha com a média das estimativas de analistas consultados pela Agência Estado. A Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário (CCDI) subia 0,72%. A empresa divulgou hoje que obteve lucro líquido de R$ R$ 65,3 milhões no primeiro trimestre de 2010, uma alta de 553,8% sobre o mesmo intervalo de 2009. O Ebitda cresceu 377,7% de janeiro a março deste ano, para R$ 75,4 milhões (R$ 15,8 milhões no primeiro trimestre de 2009). Já Log-In recuava 3,01%. A empresa anunciou ontem um prejuízo de R$ 3,839 milhões no primeiro trimestre de 2010. No mesmo período de 2009, a companhia teve prejuízo de R$ 582 mil. O Ebitda ajustado foi de R$ 4,3 milhões no primeiro trimestre deste ano, alta de 377,8% sobre o mesmo intervalo do ano passado. A margem Ebitda ajustada foi de 3,5%, alta de 2,6 pontos porcentuais. Na lista de maiores quedas do Ibovespa também figuravam Eletrobras PNB (-3,25%), Eletrobras ON (-3,06%), Tim PN (-2,48%), CCR (-2,24%) e Cosan (-1,71%). Já na lista de maiores altas do índice estavam Cielo (+2,60%), Redecard (+2,12%), Gerdau Metalúrgica (+1,94%) e Gerdau (+1,82%).

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