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O projeto pretende dotar a Bolívia de tecnologia para identificar novas plantações

O Governo da Bolívia, com apoio de Brasil e Estados Unidos, começou a aplicar nesta sexta-feira um novo sistema de controle por satélite da destruição de plantações de folha de coca, matéria-prima para produzir cocaína, com a ONU como observadora. O novo sistema, estipulado em fevereiro, foi inaugurado pelo ministro de Governo, Carlos Romero, junto com o embaixador do Brasil, Marcel Biato, e o encarregado de negócios dos EUA, John Creamer, em um ato em Chimoré, povoado do centro da Bolívia onde se produz coca.

O objetivo do projeto é dotar a Bolívia de tecnologia para identificar novas plantações, disse o vice-ministro de Substâncias Controladas, Felipe Cáceres, aos jornalistas levados ao local pelo Governo. Os EUA forneceram os equipamentos para a medição das plantações por satélite e o Brasil a tecnologia para processar e interpretar as imagens. Ambos capacitaram os bolivianos que se encarregarão do sistema, e os dados obtidos serão compartilhados para garantir a "credibilidade e eficácia", assinalou Biato, expressando sua confiança em que a "vontade política" e a tecnologia darão resultados na luta antinarcóticos.

Creamer, por sua vez, afirmou que o projeto "reflete muito bem a necessidade de coordenar os recursos e os esforços para ter possibilidades de sucesso" perante o narcotráfico e o crime organizado, que "não respeitam as fronteiras". A Bolívia é o terceiro maior produtor mundial de coca e cocaína, depois de Peru e Colômbia, e o principal distribuidor dessas drogas aos países do Cone Sul, segundo a ONU. De acordo com a mesma fonte, a Bolívia tinha em 2010 mais de 31 mil hectares de plantações, 22% mais que em 2006 quando o presidente Evo Morales chegou ao poder.

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