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Governo tenta dar reativar a economia após PIB baixo em 2011

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Para dar novo gás à economia, depois do crescimento mais fraco em 2011, a equipe econômica discute com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) o barateamento das linhas de financiamento voltadas para novos investimentos e um aporte de R$ 30 bilhões para a instituição este ano. Com a taxa básica de juros (Selic) mais baixa, o governo irá revisar as linhas de financiamento do Programa de Sustentação dos Investimentos (PSI), que contam com subsídios do Tesouro Nacional.

A presidente Dilma Rousseff também determinou a ampliação das medidas do Plano Brasil Maior (a política industrial lançada no ano passado) para dar estímulos mais fortes ao setor que sofre com o câmbio desfavorável. Dilma está insatisfeita com o programa, que ainda está longe de surtir os efeitos desejados. Algumas medidas do programa, na prática, não foram implementadas, queixa-se a presidente.

"Queremos tornar o PSI cada vez mais atrativo", afirmou uma fonte do governo. No começo do ano passado, quando o Banco Central iniciou o movimento de elevação da Selic para segurar o aumento da inflação, o governo aumentou as taxas do PSI e retirou os subsídios às grandes empresas. Com a inflação e juros em queda, parte desse movimento de alta das taxas do PSI pode ser revertido. Isso pode ajudar a acelerar os investimentos e colocar a economia crescendo no ritmo que a presidente Dilma deseja, acima de 4,5%.

O BNDES tem papel fundamental nessa estratégia e até o final do ano vai receber novo aporte de recursos do Tesouro. Os cálculos iniciais indicam que o banco deve precisar de R$ 30 bilhões, valor menor do que os R$ 55 bilhões aprovados em 2011.

A expectativa é que o dinheiro só seja necessário no segundo semestre, porque, em dezembro do ano passado e no início de janeiro de 2012, o Tesouro já repassou R$ 25 bilhões para o banco. Mas se for preciso o Tesouro poderá fazer um empréstimo maior. A participação do BNDES no crédito total do País foi de 20,8% em 2011. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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