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O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) montou um plano de contingência com equipes extras que estão aprovando 1.500 operações de crédito do Finame (linha específica para aquisição de máquinas e equipamentos) por dia, no plano de financiamento a juros reduzidos que termina no fim do mês.

"Estamos assistindo a uma modernização silenciosa que acontece na indústria", afirma o superintendente de Operações Indiretas do banco, Cláudio Bernardo.

Os incentivos do governo, com o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), inverteram o perfil do Finame, antes marcado principalmente por operações de compra de ônibus e caminhões, que ocupavam 60% dos empréstimos. Agora o programa é voltado à aquisição de máquinas para indústria, agricultura e construção.

Do fim de julho, quando entrou efetivamente em operação, até 19 de novembro, o PSI aprovou, pelo Finame, R$ 8,8 bilhões em financiamentos indiretos para a compra de bens de capital, em pouco mais de 33 mil operações. Desse total, R$ 4,5 bilhões se destinaram à compra de máquinas. No total, considerando financiamentos diretos e indiretos, estão disponíveis no PSI R$ 17,5 bilhões para a compra de ônibus e caminhões (também considerados pelo banco bens de capital)e R$ 12 bilhões para os demais equipamentos industriais.

O PSI foi criado para oferecer financiamento com taxas de juros bem inferiores às utilizadas pelo Finame. No PSI elas estão em 4,5% - 1,5% do BNDES e 3% do agente financeiro intermediador - para máquinas e equipamentos. No caso do Finame, os juros totais alcançam os 10% ao ano. Diante de um capital disponível e a custo tão convidativo, as empresas reagiram bem e as aprovações foram aumentando. Em novembro, 90% desse tipo de empréstimo saiu pelo PSI. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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