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Famosa por seus carros de alto luxo, a montadora alemã BMW dará prioridade no País às vendas em escala - com o aumento do volume de negócios puxado por veículos mais "baratos", na faixa de R$ 90 mil a R$ 110 mil - em detrimento das margens obtidas nos carros de até R$ 650 mil. De acordo com o diretor presidente da BMW do Brasil, Jörg Henning Dornbusch, outra estratégia da companhia é ampliar a rede de concessionárias, num processo de interiorização no País, com novas lojas em Cuiabá, Campo Grande, Manaus e Vitória, em 2010.

Famosa por seus carros de alto luxo, a montadora alemã BMW dará prioridade no País às vendas em escala - com o aumento do volume de negócios puxado por veículos mais "baratos", na faixa de R$ 90 mil a R$ 110 mil - em detrimento das margens obtidas nos carros de até R$ 650 mil. De acordo com o diretor presidente da BMW do Brasil, Jörg Henning Dornbusch, outra estratégia da companhia é ampliar a rede de concessionárias, num processo de interiorização no País, com novas lojas em Cuiabá, Campo Grande, Manaus e Vitória, em 2010. "Vamos trocar um pouco a margem pela escala e chegar ao interior do País", disse Dornbusch, que visitou hoje Ribeirão Preto (SP). A faixa de preços citada pelo executivo já responde por 65% das vendas de automóveis da BMW no Brasil, que no ano passado somaram pouco mais de 5.500 veículos, alta de 83% sobre 2008. Para 2010, a montadora espera um crescimento entre 25% e 30%. Entre os veículos de até R$ 110 mil que devem puxar as vendas e os ganhos na escala, Dornbusch cita os das Séries 1 e 3, bem como o Mini Cooper, marca controlada pela montadora alemã, cujas vendas de veículos no País saltaram 92% no ano passado. "A BMW do Brasil foi a de melhor performance da marca no mundo em 2009", disse Dornbusch, mas não há planos no curto prazo para construir uma unidade industrial da companhia aqui. A BMW já possui uma linha de montagem de motocicletas em Manaus. "Sempre analisamos essa possibilidade, mas como os investimentos são para 30, 40 anos e a avaliação é feita em cima de cenários com estabilidades econômica e tributária, no curto prazo isso não vai acontecer", explicou.
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