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A série de blecautes que afetou o sistema elétrico nos últimos quatro meses deu fôlego para entidades do setor cobrarem uma velha fatura do Ministério de Minas e Energia: maior participação da iniciativa privada e mais transparência nas decisões tomadas pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), órgão que avalia a segurança no suprimento de energia no País. Responsável pela definição de medidas que podem afetar diretamente o consumidor, seja ele uma grande indústria ou apenas uma residência, o Comitê não divulga a ata de seus encontros.

E suas decisões, muitas vezes, são apenas comunicadas às empresas por meio do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que coordena e controla as operações das geradoras e transmissoras de energia.

"O relacionamento que existe é muito pequeno, desde que o Comitê foi implantado, fomos convidados a participar de uma única reunião", afirmou José Cláudio Cardoso, presidente da Associação Brasileira das Grandes Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate), entidade que congrega oito empresas detentoras de 90% das linhas de transmissão do sistema interligado nacional.

Presidido pelo ministro de Minas e Energia, o Comitê é formado por outros quatro representantes do Ministério e por titulares da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Agência Nacional do Petróleo (ANP), Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o ONS. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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