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Evitar sites que só oferecem uma única forma de pagamento e realizar uma pesquisa prévia são algumas dicas importantes

O faturamento do evento promete ser de R$ 1,9 bilhão, segundo uma pesquisa feita pelo Google
Paulo Pinto/ Fotos Públicas
O faturamento do evento promete ser de R$ 1,9 bilhão, segundo uma pesquisa feita pelo Google

A Black Friday, que ocorre nesta sexta-feira (27), já toma conta da atenção dos consumidores e promete faturar cerca de R$ 1,9 bilhão, de acordo com um levantamento realizado pelo Google.

Cerca de 80% dos clientes online pretendem aproveitar as promoções da última sexta-feira do mês, segundo uma pesquisa divulgada pelo E-bit/Buscapé. Por conta disso, é importante o consumidor estar atento às formas de pagamento disponibilizadas pela empresa e ter cuidado na hora de realizar compra.

iG reuniu algumas dicas sobre o assunto para ajudar os interessados no evento a aproveitá-lo melhor.

Evite sites que só aceitem uma única forma de pagamento

O cliente deve tomar cuidado com sites que só aceitem como forma de pagamento o boleto para não cair em armadilhas, conforme alerta a assessora técnica do Procon-SP Marta Aur. “O site que só oferece o boleto como forma de pagamento ele gera uma insegurança para o consumidor. Ele [o consumidor] pagou o boleto, está pago. Se o site, por exemplo, desaparecer ou não efetuar a entrega, o consumidor perder aquele valor”, explica.

Como se proteger de possíveis golpes na hora de pagar?

Marta afirma que a realização de uma pesquisa prévia é fundamental para garantir uma maior segurança. Ela aconselha que sejam procuradas informações sobre a empresa para garantir que a organização é confiável, ou seja, que se consulte endereço, telefone, razão social e outras formas de contato para verificar se o site é idôneo. “Quando o site disponibiliza como forma de contato apenas um telefone celular, por exemplo, já fica um alerta”, diz. A assessora também enfatiza que o consumidor deve checar a política de privacidade da loja virtual para saber quais compromissos ela assume com relação ao armazenamento e relação dos dados do consumidor para evitar possíveis vazamentos de dados.

Ela também sugere que os fornecedores procurados sejam aqueles mais conhecidos e que possuam estabelecimentos físicos e sejam recomendados por pessoas de confiança. “[Também é importante] Verificar se o site está com o indicativo de segurança, verificar quais informações ele vai ter que disponibilizar [o consumidor]. Se tiver um contrato de aceitação, ler com atenção o que está incluído e o que vai ser divulgado das informações do consumidor.”

Pesquisar os preços cobrados antes do dia da Black Friday para confirmar se a promoção é de fato uma promoção, diz a especialista, é fundamental.  “Evitar comprar por impulso é uma grande dica também”, complementa, acrescentando que é importante instalar programas de antivírus no aparelho eletrônico e que o consumidor não deve realizar transações em computadores públicos.

É melhor pagar à vista ou parcelado?

De acordo com Marta Aur, essa questão depende da preferência de cada consumidor, mas faz uma ressalva. “A prazo não pode ter juros, tem que ser no mesmo valor. O consumidor não pode ficar calculando só o valor da parcela, ele precisa ver o quanto aquilo vai impactar no orçamento dele”. Ela esclarece que é essencial que o comprador analise a descrição do produto e da condição de pagamento.

Reporte transtornos e procure registrar todas as transações

O consumidor pode reportar a clonagem do cartão de crédito à administradora do cartão e também pode relatar problemas nas compras por meio do atendimento do SAC. Caso não haja uma solução para a questão, é possível procurar o Procon.

Marta ainda destaca a importância de registrar os detalhes das transações para que caso aconteça algum aborrecimento, o consumidor consiga comprovar os detalhes do ocorrido. “É importar ‘printar’ (reproduções de tela), salvar todas as telas e guardar a confirmação dos valores para que não haja surpresas na hora de vir o cartão de crédito”, afirma.

Caso a promoção se estenda à loja física, é melhor comprar nela ou na internet?

Para a assessora técnica do Procon-SP Marta Aur, na loja física o consumidor possui um maior poder de barganha e pode tentar fazer outras formas de pagamento, mas diz acreditar ser mais vantajoso comprar via internet. “Comprar pela internet é muito mais rápido, muito mais cômodo. O consumidor precisa tomar alguns cuidados, mas hoje em dia não podemos dizer que é melhor comprar na loja física, vai do gosto do consumidor”, conclui.

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