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Preso em 2009, banqueiro possuía negócios no Caribe e um estilo de vida exuberante. SEC foi criticada por demorar a investigar crimes

Robert Allen Stanford deixa o tribunal em Houston, no Texas, em junho de 2009
Getty Images
Robert Allen Stanford deixa o tribunal em Houston, no Texas, em junho de 2009
O bilionário texano Allen Stanford, dono do banco Stanford, com negócios na ilha de Antigua, no Caribe, foi condenado por roubar US$ 7 bilhões (equivalentes a R$ 12,3 bilhões pelo cãmbio atual) em dinheiro dos seus clientes para financiar um estilo de vida exuberante, que incluía o patrocínio de campeonatos de cricket, iates e ilhas particulares, informou o jornal “Financial Times”.

Stanford está preso desde 2009 e poderá passar mais 10 anos na prisão quando for sentenciado, o que deve ocorrer nos próximos meses.

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O julgamento foi uma das partes do processo contra Stanford, que atraiu a atenção internacional e constrangeu a Securities and Exchange Commission (SEC).

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O órgão regulador americano foi criticado por ter indícios, ainda em 1997, de que o banco de Stanford em Antigua  estava envolvido em fraudes, mas por ter levado uma década para dar início a uma investigação profunda sobre os crimes cometidos pelo banqueiro, que chegou a ser condecorado pelo governo da ilha caribenha.

Para os vários clientes do banco Stanford, que compraram certificados de depósito, a condenação pode ser uma vitória, afirma o "Financial Times".

Nenhum dos 20 mil clientes do banco recebeu dinheiro do fiel depositário nomeado pela Justiça americana, que processou os ex-corretores do Stanford, o governo da Líbia e os escritórios de arrecadação de fundos dos partidos Democrata e Republicano em mais de US$ 600 milhões.

Após seis semanas de julgamento em Houston, no Texas, e depois de cinco dias de deliberações, o júri formado por oito homens e quatro mulheres votou pela condenação de Stanford em 13 das 14 acusações contra o banqueiro, entre elas a de fraude, conspiração e obstrução das investigações conduzidas pela SEC.

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