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O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje, em Curitiba, que o Banco Central tem a orientação "clara" do governo federal e, sobretudo, do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de "bater duro na inflação". "Então, se precisar tomar medidas, eles (diretores do BC) vão tomar", afirmou o ministro, ao comentar as projeções do mercado financeiro de elevação de 5,18% para 5,29% da inflação anual pelo IPCA, na pesquisa Focus, o que a distancia ainda mais do centro da meta de 4,50% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje, em Curitiba, que o Banco Central tem a orientação "clara" do governo federal e, sobretudo, do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de "bater duro na inflação". "Então, se precisar tomar medidas, eles (diretores do BC) vão tomar", afirmou o ministro, ao comentar as projeções do mercado financeiro de elevação de 5,18% para 5,29% da inflação anual pelo IPCA, na pesquisa Focus, o que a distancia ainda mais do centro da meta de 4,50% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).<p><p>De acordo com o ministro, o BC já tomou providências outras vezes, citando como exemplo a restrição da moeda circulante por meio do aumento da alíquota de recolhimento do depósito compulsório, medida adotada em fevereiro. "Nós não queremos a inflação de jeito nenhum", afirmou Bernardo, após participar de um encontro com empresários, organismos da sociedade civil e políticos sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em Curitiba.<p><p>No entanto, alertou que é preciso ter serenidade na análise da questão inflacionária. "Às vezes tomamos uma medida com muita antecedência e acabamos prejudicando o crescimento econômico", avaliou. "Tem de ter equilíbrio e o Banco Central sabe fazer isso muito bem."
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