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Medidas de austeridade encontram forte resistência de sindicalistas italianos

Premiê Silvio Berlusconi tenta corte de 20 bilhões de euros para equilibrar o orçamento
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Premiê Silvio Berlusconi tenta corte de 20 bilhões de euros para equilibrar o orçamento
ROMA - O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, prometeu nesta quarta-feira um decreto de emergência para aprovar as medidas de austeridade acertadas com o Banco Central Europeu (BCE), mas enfrentou oposição de sindicalistas sobre preocupações de que os cortes de gastos prejudiquem os cidadãos do país.

Berlusconi fez a promessa de aprovar um decreto para as medidas orçamentárias numa sessão especial do encontro que deverá ocorrer em 18 de agosto, que deverão contar com a participação de empresários, líderes sindicais e ministros do governo, segundo uma autoridade do encontro.

As discussões desta quarta-feira visavam acertar medidas de crescimento e encontrar modos de implementar rapidamente parte dos 20 bilhões de euros em cortes de gastos, para permitir que o governo alcance sua nova meta de equilibrar o Orçamento até 2013.

Berlusconi concordou na semana passada em acelerar as medidas orçamentárias aprovadas no mês passado, após forte pressão por parte do BCE e de parceiros europeus, como Alemanha e França.

Mas a presidente do maior sindicato trabalhista da Itália (CGIL), Susanna Camusso, disse que o governo não apresentou propostas adequadas e repetiu seu pedido para que as exigências do BCE sobre a redução do déficit seja levada a público.

"O encontro não correspondeu às expectativas sobre o que é necessário, dada a seriedade dos problemas que temos, e não ofereceu a transparência necessária", disse ela após participar do encontro em Roma.

"Se o Orçamento de austeridade for suspeito, nós nos mobilizaremos para mudá-lo", afirmou ela a jornalistas.

A resposta de Camusso sugere que o governo apresentou poucas propostas concretas, ressaltando as dificuldades que enfrenta conforme precisa escolher opções que vão desde medidas voltadas a pensionistas até uma possível taxação a cidadãos ricos.

Por Francesca Piscioneri

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