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Um novo nome surgiu na disputa pelo Ministério das Comunicações para suceder o ministro Hélio Costa: o do conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) Antônio Bedran. Costa deixará o cargo no fim do mês para concorrer nas eleições deste ano, provavelmente como candidato do PMDB ao governo de Minas Gerais.

A indicação de Bedran vem sendo trabalhada inclusive por integrantes do PT ligados ao setor de telecomunicações, dentro de uma aliança nacional com o PMDB. Além de amigo pessoal do ministro Hélio Costa, Bedran é considerado um técnico qualificado, com conhecimento do marco regulatório das telecomunicações, fundamental para este momento de definição do Plano Nacional de Banda Larga.

Com formação em Direito, Bedran já trabalhou na Embratel e na Telemig, antes da privatização do Sistema Telebrás, e foi consultor jurídico do Ministério das Comunicações, de 1994 a 1998, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Em 1998, assumiu o cargo de procurador-geral da Anatel, onde ficou até 2007, quando foi nomeado para o conselho diretor da agência reguladora.

A escolha ainda não foi feita, mas atenderia tanto ao critério técnico, exigido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quanto ao político, contentando o ministro das Comunicações, Hélio Costa, e também ao PMDB. A sugestão de Bedran já foi feita inclusive à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata do PT à presidência da República, que teria "adorado" a ideia, segundo um interlocutor do governo ouvido pela Agência Estado. Também foram consultados o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, e a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra.

A primeira opção de Hélio Costa para substituí-lo no cargo foi pelo seu chefe de gabinete José Arthur Filardi Leite. O nome, no entanto, tem sofrido resistências no Palácio do Planalto, pelo pouco conhecimento técnico do setor. Também tem circulado nos bastidores o nome de José Zunga, que integra os quadros do PT e ocupa uma cadeira no conselho consultivo da Anatel. Esta indicação, no entanto, contraria a aliança construída em torno da candidatura de Dilma, que prevê a continuidade do PMDB na pasta das Comunicações.

Fontes do setor dizem que Bedran não teria problemas em assumir o cargo, já que seu mandato na Anatel termina em novembro deste ano. Para a vaga na agência, voltaram a ser cogitados os nomes do assessor especial da Casa Civil, André Barbosa, e do ouvidor da Anatel, Nilberto Miranda, ambos ligados ao PT.

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